Revista de imprensa internacional

Países do G7 vão planear "ação concertada" para travar impacto do coronavírus. Enquanto isso a Inditex vai acabar com a linha infantil Massimo Dutti e concentra-se na Zara Kids.

O primeiro dia da semana começa com a notícia que os países do G7 vão planear uma “ação concertada” para limitar o impacto do coronavírus no crescimento económico. A Inditex acaba com a linha infantil Massimo Dutti para concentrar-se a 100% na Zara Kids. Em Paris, o preço por metro quadrado não pára de aumentar e pode chegar a 11 mil euros este verão e a Nokia Oyj vai substituir o CEO, Rajeev Suri, por Pekka Lundmark, CEO da Fortum Oyj por dificuldade na implementação 5G.

Libération

Países do G7 vão planear “ação concertada” para travar impacto do coronavírus

Os países do G7 vão planear uma “ação concertada” para limitar o impacto do coronavírus no crescimento económico e os ministros das Finanças dos sete países mais ricos do mundo vão fazer uma teleconferência esta semana para definir qual a melhor maneira de agir, anunciou o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire. “Haverá uma ação concertada. Ontem falei com o presidente do G7, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, e esta semana teremos uma reunião por telefone dos ministros das Finanças do G7 para coordenar as nossas respostas”, disse Le Maire à televisão France 2, acrescentando que também falará com a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.

Leia a notícia completa no Libération (acesso livre, conteúdo em francês).

Expansión

Inditex acaba com linha infantil Massimo Dutti e concentra-se na Zara Kids

A Inditex decidiu acabar com a marca infantil Massimo Dutti e passará a concentrar apenas na Zara Kids. O encerramento da marca vai afetar cerca de uma dezena de trabalhadores, mas fonte da Inditex já veio dizer que foi oferecida a todos os colaboradores a possibilidade de transferência para outras empresas do grupo. A coleção atual irá permanecer nas lojas até julho e depois será transferida para a Zara Kids. A marca tem atualmente mais de 700 pontos de venda em 75 países.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Les Echos

Habitação em Paris pode chegar a 11 mil euros por metro quadrado

O metro quadrado em Paris já ultrapassou a barreira dos dez mil euros por metro quadrado. Atualmente os preços parisienses estão acima dos 10.500 euros. Os preços no capital explodiram literalmente no período de um ano (+10,2%) e está previsto que o preço por metro quadrado chegue aos 11 mil euros, ainda este verão. Como resultado deste aumento de preços, as dez maiores cidades (excluindo Paris) viram os seus preços disparar 0,7% num mês. Lyon, Lille, Paris e Rennes registaram um aumento de mais de 1% em fevereiro, de acordo com o índice de preços de imóveis (IPI).

Leia a notícia completa no Les Echos (acesso livre, conteúdo em francês).

Bloomberg

Nokia vai substituir CEO por dificuldade na implementação 5G

O CEO da Nokia, Rajeev Suri, vai ser substituído por Pekka Lundmark, CEO da Fortum Oyj, no início de setembro. Um dos motivos do despedimento prende-se por Suri ter perdido terreno para rivais como a Huawei na corrida por redes 5G. A Nokia ficou atrás das rivais Ericsson AB e Huawei da China, depois de problemas no desenvolvimento de chips. A Nokia foi forçada a comprar alternativas mais caras, aumentando seus custos e diminuindo seus lucros. A empresa comunicou ainda que deverá eleger Sari Baldauf como novo presidente em abril, substituindo Risto Siilasmaa.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

Reuters

Buttigieg abandona a corrida democrata dois dias antes da Super Tuesday

Pete Buttigieg desistiu da corrida às presidências no domingo. Disse que já não tinha condições para vencer, no dia seguinte à vitória de Joe Biden na Carolina do Sul. Um conselheiro disse à Reuters que Buttigieg desistiu para evitar ajudar o líder Bernie Sanders, um senador de Vermont e auto descrito socialista democrático. Com a desistência de Pete Buttigieg ficam seis candidatos na corrida presidencial democrata.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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