Volkswagen vai ficar com totalidade da Audi

  • Lusa
  • 2 Março 2020

A Volkswagen quer controlar a totalidade da Audi, onde atualmente tem uma participação de 99,64%. Para isso, planeia comprar os restantes 0,36% que ainda não detém.

A fabricante de automóveis Volkswagen planeia controlar a totalidade das ações da Audi, onde atualmente tem uma participação de 99,64%, para “reforçar o papel da Audi dentro do grupo”, foi anunciado esta segunda-feira.

De acordo com a agência de notícias EFE, a Volkswagen decidiu “reforçar o papel da Audi dentro do grupo” e quer que a marca assuma a liderança na investigação e desenvolvimento tecnológico do grupo alemão. Para tal, a Volkswagen vai levar a cabo uma expulsão de acionistas minoritários de acordo com a lei alemã de sociedades anónimas, para comprar 0,36% das ações da Audi cotadas em bolsa que ainda não estão na sua posse.

A operação será aprovada na assembleia-geral da Audi deste ano, que já esteve agendada para 14 de maio, mas será adiada para uma data a determinar, em julho ou agosto. O presidente do Conselho de Administração da Volkswagen e também presidente do Conselho de Supervisão da Audi, Herbert Diess, afirmou, em comunicado citado pela EFE, que as duas marcas estão a unir forças para um posicionamento competitivo.

Também o ainda presidente executivo da Audi, Bram Schot, que será substituído por Markus Duesmann no início de abril, reiterou que “a nova estrutura reforçará o papel da Audi dentro do grupo”.

A Audi vai continuar a ser uma sociedade anónima, mantendo, assim, uma forma jurídica compatível com o mercado de capitais. “Como representante dos funcionários da Audi, lutámos e alcançámos esse objetivo”, salientou o presidente do comité da empresa, Peter Mosch, que lembrou que a marca permanecerá independente dentro do grupo.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Volkswagen vai ficar com totalidade da Audi

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião