Até onde vai cair o preço do petróleo? Barril pode chegar aos 20 dólares

O coronavírus já tinha castigado os preços, mas foi a Arábia Saudita que arrasou com as cotações da matéria-prima nos mercados internacionais. Cotações afundaram, mas podem cair ainda mais.

Com o coronavírus a pesar nas cotações do petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tentou travar a queda dos preços, propondo cortes na produção que não agradaram aos russos. Sem acordo, a Arábia Saudita arrasou com a matéria-prima ao anunciar que vai inundar o mercado com petróleo.

Este clima de “guerra” entre a Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, e a Rússia, está a ter um forte impacto nas cotações do Brent e do West Texas Intermediate. Depois de ter afundado mais de 30%, o preço da matéria-prima alivia, mas continua a cair 20%, negociando nos 36 e 32 dólares, em Londres e Nova Iorque, respetivamente.

Petróleo em forte queda nos mercados

É um trambolhão a que não se assistia desde a Guerra do Golfo, que está a pesar nas empresas do setor, mas também na generalidade dos mercados acionistas. E, segundo os analistas, esta pressão nas cotações da matéria-prima poderá não ficar por aqui. São vários os bancos de investimento que apontam para preços ainda mais baixos.

Goldman Sachs vê preços a cair até aos 20 dólares

O Goldman Sachs é dos mais pessimistas para o petróleo. O banco de investimento norte-americano antecipa que perante este contexto de “guerra” entre os produtores de petróleo, o preço do barril pode cair até aos 20 dólares.

Apesar desta previsão, o Goldman Sachs tem, oficialmente, uma estimativa um pouco superior para os preços da matéria-prima, sendo que também essas estimativas foram revistas em baixa também à luz da quebra na procura por causa do coronavírus. O banco de investimento aponta para preços médios de 30 dólares por barril para o segundo e terceiros trimestres.

JPMorgan vê Brent a 30 dólares

O JPMorgan também reviu em baixa as suas projeções para os preços do petróleo. Se antes previa que a cotação média do Brent seria de 52,50 dólares no segundo trimestre e de 55 no terceiro e quarto trimestres deste ano, agora aponta para valores de 30, 35 e 40 dólares, respetivamente.

Na base deste corte das projeções está o desentendimento entre a Arábia Saudita e a Rússia. A perspetiva do banco de investimento norte-americano é de que a estratégia de corte concertado na oferta entre a OPEP e os aliados deixe de ser aplicada a médio prazo, passando a haver um incentivo para que cada um dos membros aumente a produção de forma a repor quotas de mercado.

Petróleo pode recuar até aos 35 dólares, diz o Morgan Stanley

Também o Morgan Stanley está mais pessimista para os preços da matéria-prima perante o coronavírus, mas especialmente por causa do desentendimento entre Arábia Saudita e Rússia.

Neste contexto, o banco de investimento antecipa que o Brent possa recuar para um preço médio de 35 dólares por barril no segundo trimestre deste ano, enquanto o West Texas Intermediate pode chegar a um mínimo de 30 dólares. Estes valores compara com os 57,50 dólares para o Brent e os 52,50 dólares no caso do crude, em Nova Iorque.

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