Banco Montepio põe à venda participação em grupo brasileiro que herdou do GES

O Banco Montepio herdou 10% do grupo Monteiro Aranha que pertencia ao GES. Posição, que tinha sido dada como colateral de um financiamento de 50 milhões, vale cerca de 40 milhões.

O Banco Montepio está no mercado a vender uma participação que detém no grupo brasileiro Monteiro Aranha, apurou o ECO. Trata-se de um bloco de cerca de 1,2 milhões de ações avaliadas em 40 milhões de euros. Os títulos foram herdados pelo banco português na sequência do colapso do Grupo Espírito Santo, em 2014.

A participação no grupo Monteiro Aranha, uma holding centenária com investimentos na Klabin (Papel e Celulose), na Ultra (GLP e Derivados do Petróleo) e no imobiliário, tinha sido dada pelo GES como colateral de um financiamento de 50 milhões de euros à Rioforte, de acordo com informação recolhida pelo ECO. A Rioforte era o braço industrial do GES, que foi à falência há seis anos.

Atualmente, cada ação daquela holding brasileira está a negociar nos 160 reais na bolsa brasileira. Isto significa que a posição de 10,31% detida pelo Banco Montepio no grupo brasileiro vale, a preços de mercado, cerca 40 milhões de euros.

Contactada, fonte oficial do banco, que se prepara para apresentar as contas de 2019, recusou fazer qualquer comentário.

Em setembro, a imprensa brasileira tinha noticiado que um bloco de ações avaliado em 200 milhões de reais (cerca de 40 milhões de euros) estava no mercado, dando conta de rumores de que seria o Banco Montepio quem estaria a vender a sua posição no grupo brasileiro.

O Banco Montepio é um dos maiores acionistas da Monteiro Aranha. A Bradesco Seguros detém 12,75% daquela holding, enquanto o restante capital está nas mãos de acionistas individuais de várias famílias que controlam a holding. O capital disperso em bolsa é reduzido, pouco mais de 2%, pelo que se trata de um título com pouca liquidez na bolsa.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Banco Montepio põe à venda participação em grupo brasileiro que herdou do GES

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião