Paulo Pedroso recusa proposta de Tomás Correia para o Banco Montepio

Numa das últimas ações na mutualista, Tomás Correia propôs o nome de Paulo Pedroso para administrador não executivo do Banco Montepio. Mas ex-ministro socialista mostrou-se indisponível para o cargo.

Tomás Correia propôs em dezembro o nome de Paulo Pedroso para administrador não executivo do Banco Montepio, mas aquela que foi umas das últimas propostas do antigo presidente da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) acabou por ser recusada pelo ex-ministro socialista, que se mostrou indisponível para o cargo.

Depois de Pedro Leitão ter assumido a posição de CEO na semana passada, a administração do Banco Montepio ficará fechada, ao que tudo indica, com a chegada de José Nunes Pereira (ex-Banco de Portugal) e António Egídio Reis (ex-ASF), também para funções não executivas. Ambos os nomes encontram-se ainda em processo de avaliação junto Banco de Portugal e aguardam “luz verde” do supervisor bancário para assumirem os cargos, sabe o ECO.

Entretanto, em relação ao nome de Paulo Pedroso, é carta fora do baralho. Foi o próprio ex-ministro socialista que confirmou ao ECO que se mostrou indisponível para o cargo, sem dar explicações para a decisão.

O ex-ministro socialista acabou por recusar um convite que tinha sido feito por Tomás Correia, que há cerca de um mês, numa assembleia geral extraordinária do banco, convocada quando já cumpria os últimos dias como líder da mutualista, acionista principal do Banco Montepio, propôs o nome do ex-dirigente do PS para a administração, mas como independente.

Tomás Correia, que foi o principal visado nas buscas levadas a cabo esta quinta-feira pela Polícia Judiciária ao Montepio e ao BNI Europa, abandonou a presidência da AMMG no dia 15 de dezembro, após o regulador dos seguros ter sinalizado que ia chumbar o seu nome. Mas poucos dias antes de sair convocou uma assembleia geral do banco para que o nome de Pedro Leitão para presidente executivo fosse aprovado pelos acionistas. Nessa altura, também indicou Paulo Pedroso.

Oficialmente, o banco diz que não comenta nem deve comentar assuntos da vida interna.

Atualmente, o conselho de administração é composto por 15 membros: sete não executivos, com Carlos Tavares como chairman, e oito executivos, com Pedro Leitão como CEO e Dulce Mota como vice-CEO.

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