Bolsas asiáticas afundam com o vírus. Petróleo assusta investidores

  • Lusa
  • 9 Março 2020

Em Tóquio o pânico instalou-se. A bolsa japonesa registou uma queda de mais de 6%, enquanto a praça chinesa caiu quase 5%.

As principais bolsas de valores asiáticas sofreram pesadas perdas, vítimas da propagação da epidemia global do novo coronavírus e do colapso do mercado de petróleo, que levou o iene a subir em relação ao dólar.

Em Tóquio o pânico instalou-se já que, a meio da sessão, o índice Nikkei, que reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa, aumentou ainda mais suas perdas em comparação com o início do dia, caindo de 4,42% para 6,15%, recuando para os 19.473,07 pontos.

Já o índice Topix, mais amplo e que agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas, caiu 6,07%, para os 1.382,11 pontos.

As bolsas chinesas também arrancaram em forte declínio, especialmente em Hong Kong, onde o índice Hang Seng perdeu 3,87% no início da sessão. Xangai caiu 1,56% e Shenzhen 1,66% no início do dia.

Todos os ingredientes para um pânico generalizado no mercado de ações na Ásia foram hoje lançados, segundo um analista nesta área, da empresa especializada no mercado de ações Axicorp, Stephen Innes.

“O iene subiu (…), os investidores estão a correr para valores-refúgio, à medida que os casos do Covid-19 se aceleram na Europa e na Arábia Saudita começa uma guerra de preços do petróleo”, comentou.

Tudo isso adicionou outra camada de pânico aos mercados financeiros “já cheios de medo”, acrescentou.

Já os preços do petróleo caíram cerca de 25% na Ásia. O mercado do ouro negro está em convulsão após a decisão da Arábia Saudita de reduzir drasticamente os preços, adotando uma estratégia de ‘terra queimada’ após o fracasso das negociações entre a OPEP e a Rússia no fim de semana passado.

Estes últimos não conseguiram chegar a acordo sobre cortes adicionais na sua produção, na tentativa de conter a queda no consumo de petróleo face à epidemia de coronavírus.

O iene, um “porto seguro” para os investidores, disparou em relação ao dólar, um movimento cambial muito desfavorável para a economia japonesa, altamente dependente das exportações.

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