Hoje nas notícias: Milionários, auditoria e Galp

  • ECO
  • 11 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Mais de 7.400 trabalhadores independentes fazem declarações mensais de IVA às Finanças, ao invés de trimestrais. Significa que estes contribuintes têm rendimentos de mais de 650 mil euros anuais. A marcar a atualidade nacional estão ainda os resultados da auditoria do Conselho Superior da Magistratura, que detetou centenas de processos distribuídos sem sorteio.

Mais de 7.400 “milionários” passam recibos verdes

Existem em Portugal 7.406 trabalhadores independentes que fazem declarações mensais de IVA às Finanças, o que significa, na prática, que têm rendimentos superiores a 650 mil euros anuais, salvo exceções. De acordo com a Autoridade Tributária e Aduaneira, a maioria destes contribuintes presumivelmente milionários são advogados ou agentes do setor imobiliário. Os milionários ganham mais de 650 mil euros por ano e estão no maior escalão de IRS.

Leia a notícia no Jornal de Notícias (acesso pago).

Auditoria investiga centenas de processos atribuídos sem sorteio

Os resultados preliminares da auditoria realizada pelo Conselho Superior de Magistratura, que visou detetar falhas na distribuição de processos no Tribunal da Relação, apontam para centenas de processos distribuídos manualmente ao longo dos últimos 15 anos. Embora isso não signifique indícios de irregularidades, esta análise pode vir a revelar novos casos de viciação, além dos três já conhecidos que integram a operação Lex.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Galp prepara venda das distribuidoras de gás por 1,5 mil milhões

A Galp Energia está a trabalhar com o Bank of America na venda da unidade de infraestruturas de gás, a Galp Gás Natural Distribuição, um negócio avaliado em 1,5 mil milhões de euros. A notícia foi avançada pela Bloomberg, que escreve que o desinvestimento por parte da petrolífera portuguesa está inserido no já anunciado plano de rotação de ativos. A Galp Gás Natural Distribuição é detida pela Galp Energia e pela Marubeni.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

Autarquias podem ter de devolver 188 milhões em IMI

Algumas autarquias podem ser obrigadas a devolver um total de 188 milhões de euros em Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) já cobrado. Em causa está o facto de o Orçamento do Estado para 2020 manter a isenção deste imposto em zonas históricas, o que deverá complicar as contas destes municípios.

Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (ligação indisponível).

Parlamento tira imunidade a deputada do PS

A Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados do Parlamento levantou a imunidade parlamentar da deputada socialista Hortense Martins, que deverá responder em tribunal sobre o alegado uso de dinheiros públicos nacionais e europeus num projeto hoteleiro. A líder da distrital de Castelo Branco poderá ser acusada de crimes com moldura penal de até oito anos, sendo que um deles diz respeito a falsificação de documentos.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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