Comissão Europeia tem pacote de 37 mil milhões para resposta à crise do novo coronavírus

A iniciativa de resposta ao novo coronavírus prevê apoios ao setor da saúde, entre outros. Há também medidas para o mercado laboral e para as PME.

A Comissão Europeia anunciou uma iniciativa de investimento de resposta ao novo coronavírus no valor de 37 mil milhões de euros, que prevê apoios ao setor da saúde, do mercado laboral, entre outros. Para além disso, a presidente da Comissão adiantou ainda que iriam providenciar flexibilidade nas regras orçamentais, bem como esquemas para ajudar as Pequenas e Médias Empresas (PME).

“É um pacote económico importante. A situação está a evoluir muito rápido, estamos preparados para fazer mais“, reiterou a presidente da Comissão Europeia, em conferência de imprensa. Questionada sobre se estes são novos fundos ou verbas já existentes, Ursula von der Leyen explicou que este era “dinheiro adormecido”, que não podia ser utilizado e que foi agora ativado.

Quanto à flexibilização das regras orçamentais, que tinha já sido adiantada por Mário Centeno, a líder do Executivo comunitário apontou esta será providenciada para que os Estados-membros possam tomar todas as medidas necessárias para os setores mais afetados, bem como para apoiar pessoas em trabalho temporário e noutros casos.

Os Estados-membros terão uma maior margem de manobra sobre gastos necessários nesta altura. Ainda assim, esta medida não equivale a uma suspensão das regras fiscais da União Europeia, apesar de permitir mais despesa e a possível interrupção dos compromissos orçamentais assumidos pelos Governos.

Bruxelas irá também canalizar mil milhões de euros das garantias do Orçamento comunitário para providenciar até oito mil milhões em liquidez a pelo menos 100 mil PME. O vice-presidente executivo Valdis Dombrovskis adiantou ainda que as empresas afetadas pelo vírus vão poder atrasar pagamentos em empréstimos existentes.

Valdis Dombrovskis apelou ainda a que o Banco Europeu de Investimento e o Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento recentrem as atividades e tomem medidas imediatas para apoiar empresas europeias. “É essencial que os bancos continuem a providenciar liquidez à economia“, disse o vice-presidente do executivo comunitário.

Apesar de admitir que esta pandemia está a provocar, para além dos perigos na saúde, um “grande choque para a economia global e europeia”, Ursula von der Leyen defendeu que é “temporário”. “Mas temos de trabalhar em conjunto para ter a certeza que é tão limitado e curto quanto possível”, apelou.

(Notícia atualizada às 13h20)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Comissão Europeia tem pacote de 37 mil milhões para resposta à crise do novo coronavírus

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião