Bolsa de Lisboa renova mínimos. EDP cai mais de 7%

A bolsa nacional continua a tocar mínimos, numa altura em que aumentam os receios relativos quanto ao surto de coronavírus. Lisboa contrariou a tendência europeia.

Lisboa voltou a deslizar, renovando mínimos históricos. A contribuir para o desempenho negativo do índice de referência nacional estiveram as ações do setor energético, com destaque para a EDP que caiu mais de 7%.

O índice de referência nacional, o PSI-20, caiu 1,26% para 3.596 pontos. Em sentido inverso, o Stoxx 600, que reúne as 600 maiores empresas do Velho Continente avançou 2,91% para 2.287,90 pontos. Tanto o francês CAC 40 como o espanhol Ibex avançaram, todos eles animados pelas medidas adotadas pelos bancos centrais.

O Banco de Inglaterra decidiu cortar a taxa de juro de referência em 15 pontos base, para 0,1%, e aumentar a compra de dívida pública e privada. Já o Banco Central Europeu lançou um programa de compra de ativos públicos e privados no valor de 750 mil milhões de euros. Ao todo, já foram anunciados mais de seis biliões de euros em todo o mundo para atenuar o impacto da pandemia.

Por cá, a impedir Lisboa de seguir o comportamento positivo do resto da Europa estiveram os títulos do setor energético. Destaque para a EDP que afundou 7,32% para 3,056 euros, tocando em mínimos de 2018. Já a subsidiária desvalorizou 2,37% para 9,070 euros. Ainda ainda no setor energético, a Galp Energia manteve-se inalterada.

Em terreno negativo, destacou-se ainda o BCP, que caiu 0,40%, bem como a Jerónimo Martins, que encerrou a sessão a cair 0,23%. Já a impedir uma queda mais expressiva do índice de referência nacional, estiveram as ações da Ibersol que somaram 25% para 5 euros, o maior ganho entre as cotadas do PSI-20.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Bolsa de Lisboa renova mínimos. EDP cai mais de 7%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião