Farmácias mantêm-se abertas. Veja como estão a funcionar

As farmácias encontram-se entre os estabelecimentos de atendimento ao público que podem ficar abertas durante o estado de emergência. Há regras a seguir, nomeadamente de afastamento social.

Com a declaração do estado de emergência vieram algumas mudanças e restrições, mas há estabelecimentos que se mantém abertos. É o caso das farmácias, por serem consideradas serviços essenciais. A maioria irá, assim, manter as portas abertas, com algumas regras para evitar o contágio pelo Covid-19.

Nos estabelecimentos comerciais que se mantenham abertos, como é o caso das farmácias, devem ser mantidas as normas ditadas pela Direção-Geral de Saúde quanto ao “afastamento social”, nomeadamente ao atender público à porta ou ao postigo para evitar o contacto dos clientes com os colaboradores, explicou o primeiro-ministro, esta quinta-feira.

Já no sábado passado tinha sido decretado que o atendimento nas farmácias nas localidades sem cobertura farmacêutica a um raio de dois quilómetros iria ser feito desta forma, por postigo ou sem entrada de utentes nas instalações.

As normas de higienização estabelecidas, tais como a higienização das superfícies ou a necessidade de utilização de equipamentos de proteção individual, também devem ser seguidas. Para além disso, é necessário assegurar para a laboração as condições de proteção individual dos respetivos trabalhadores que estão ao serviço.

Já quatro farmácias encerraram por se terem registado casos de infeção por Covid-19 em membros das equipas, duas no distrito do Porto, uma em Aveiro e outra em Lisboa, de acordo com a Associação Nacional das Farmácias (ANF). A ANF decidiu assim apelar a que os cidadãos sigam algumas recomendações.

Planear as visitas às farmácias antes de sair de casa, organizar as receitas em papel e preparar as mensagens de telemóvel com as receitas eletrónicas são alguns dos conselhos da ANF. Para além disso, recomenda que, sempre que possível, se contacte previamente a farmácia pelo respetivo telefone ou email.

Fica também o apelo para respeitar a distância de segurança e seguir as indicações dos farmacêuticos. “Os portugueses têm sido de um grande civismo e assim deve continuar a ser, para garantirmos que a rede de farmácias continua em funcionamento pleno em todo o território”, aponta Nuno Flora, secretário-geral da ANF, citado em comunicado.

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