Hoje nas notícias: Testes, comércio online e Eurobonds

  • ECO
  • 23 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O coronavírus continua a marcar a atualidade, numa altura em que há uma corrida aos laboratórios privados para fazer testes à doença. À conta disso, entram diariamente para os cofres destas empresas 2,6 milhões de euros. E as consequências deste surto fazem sentir-se, levando as empresas a fechar portas por tempo indefinido, e a reagir à forte procura pelo comércio online. Aparte do surto, destaque para o pishing de que foram alvo o BCP, Crédito Agrícola e EDP, num golpe que pretendia ter acesso aos dados dos seus clientes.

Testes ao coronavírus rendem 2,6 milhões diariamente aos privados

Os testes de rastreio ao coronavírus estão a render, por dia, cerca de 2,6 milhões de euros aos laboratórios privados, isto numa altura em que a procura está a aumentar diariamente por parte dos utentes, mas também do Governo, com quem estes já estabeleceram protocolos. A capacidade que estes laboratórios não públicos têm é de 17.000 testes por dia, quase o dobro da reserva diária de 9.000 disponível no Serviço Nacional de Saúde (SNS), como disse a ministra da Saúde. Leia a notícia completa no Correio da Manhã (acesso pago)

Empresas reagem à forte procura por comércio online

A procura por plataformas de comércio online disparou nos últimos dias devido ao isolamento social imposto pela Covid-19. “Até ao momento, o Continente tem realizado todos os esforços para conseguir dar resposta a este aumento da procura”, disse fonte oficial da Sonae, onde é preciso esperar semanas para conseguir receber as compras em casa. Mas num país com uma das maiores densidades comerciais por habitante da Europa, as redes de distribuição estão a adaptar-se à nova realidade. Leia a notícia completa no Público

SIRESP admite “praticamente mesmo nível de fragilidades” dos incêndios de 2017

Para o especialista em comunicações de emergência, Paulo Moniz, Portugal está “praticamente ao mesmo nível de fragilidades do que nos incêndios de 2017”, isto é, com os “níveis de robustez, fiabilidade e resiliência das redes de comunicações públicas” semelhantes aos daquela altura, agora devido ao surto de coronavírus. O deputado do PSD afirma ainda que as recomendações dadas após os incêndios não foram postas em prática e que essa responsabilidade é do Governo. Leia a notícia completa no Diário de Notícias

Conselho de Finanças Públicas defende emissão de Eurobons

O Conselho de Finanças Públicas considera que a emissão de Eurobonds para responder ao travão na economia causado pela Covid-19 é a melhor resposta conjunta da Europa. A proposta é defendida num artigo de opinião assinado pela presidente Nazaré da Costa Cabral, bem como pelos dois membros do Conselho Superior Miguel St. Aubyn e Carlos Marinheiro. “A resposta ao choque comum exige um financiamento conjunto recuperando-se o modelo das Eurobonds agora com a denominação coronabonds ou outra”, dizem. Leia o artigo de opinião completo no Jornal de Negócios (link indisponível)

Piratas informáticos atacam clientes do BCP, Crédito Agrícola e EDP­­­­­­­­­

BCP, Crédito Agrícola e EDP foram alvo de ataques de phishing, num golpe que pretendia ter acesso aos dados dos seus clientes, segundo o alerta feito pelo Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os ataques ocorreram a 13, 16 e 17 de março, sendo que nos dois bancos o objetivo era chegar a dados de acesso das contas dos clientes e, na elétrica, conseguir os dados dos cartões de crédito dos clientes. Para isso, foram enviados para múltiplos destinatários emails fraudulentos, em que eram anunciados falsos reembolsos. Leia a notícia completa no Público (acesso pago)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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