Família em casa, faturas a disparar? Siga estas dicas para poupar na água, luz e gás

A pedido do Capital Verde, do ECO, a Deco reuniu algumas medidas que ajudam a baixar os consumos de eletricidade e água, poupar na fatura, e manter a casa confortável e arejada.

Está em casa há vários dias, com a família toda em isolamento social por causa do estado de emergência, e já se apercebeu que o consumo de eletricidade e gás natural não para de aumentar? Teme que as próximas faturas tragam surpresas desagradáveis e valores demasiado elevados para pagar? De acordo com as estimativas da Deco, existe uma grande probabilidade de isso mesmo acontecer.

A associação de defesa do consumidor está a prever que as famílias portuguesas fechadas em casa 24 horas por dia vejam o consumo de energia aumentar, em média, pelo menos 20%. Feitas as contas pelos especialistas da Deco (para um um casal e dois filhos, e uma potência contratada de 6,9 kVA) serão mais 25 euros por mês na conta da luz para quem tem tarifa bi-horária e mais seis euros para quem tem tarifa simples. No gás, seja natural ou de botija, o consumo também irá aumentar, com efeitos imediatos nos gastos: mais quatro euros mensais no gás natural e mais cinco euros no gás de garrafa

“A família toda em casa pôs as faturas a disparar? Numa altura em que as famílias têm de estar confinadas a casa, é natural que o consumo de água, eletricidade e gás aumentem. Para que a fatura não afete demasiado o orçamento, juntámos várias dicas simples de implementar. Explicamos como reduzir o consumo de água e de eletricidade, bem como manter a casa confortável e arejada, sem recurso a equipamentos”, explicou ao Capital Verde fonte da Deco.

Siga as dicas da defesa do consumidor para baixar os consumos de eletricidade, gás e água, e assim poupar nas faturas.

Reduza o consumo de eletricidade

Para não aumentar em demasia a conta de eletricidade quando estão pessoas em casa todo o dia, basta seguir algumas medidas:

  • Faça uma gestão cuidadosa dos aparelhos que estão em funcionamento e evite usar aqueles que podem ser menos necessários: por exemplo, dar primazia ao estendal em vez da máquina de secar roupa, sempre que as condições climatéricas o permitam.
  • Verifique se a temperatura de frigoríficos e arcas congeladoras estão ajustadas: embora dependa do modelo, no frigorífico, deve rondar os 5 a 8°C e, no congelador, -17° a -20°C. Se possível, certifique-se de que as grelhas traseiras estão limpas e desobstruídas. Abra estes aparelhos o menos possível.
  • Evite ligar em simultâneo eletrodomésticos com consumos significativos de eletricidade, como cafeteiras elétricas, fornos elétricos, máquinas da roupa e da loiça e aspiradores, para reduzir os picos de consumo na rede elétrica. Para tal, se as máquinas da roupa e da loiça tiverem a função de arranque diferido, use-a para que funcionem de madrugada.
  • Na altura de lavar roupa e loiça, use as máquinas com a carga completa. Atenção: respeite a dose de detergente indicada na embalagem, pois não é por colocar mais que a loiça ou a roupa ficam mais bem lavadas. Se alguém em sua casa estiver doente, lave a roupa de cama, toalhas, roupa interior e pijamas a temperaturas mais elevadas – em regra, “algodão a 60°C” –, desde que a máquina e a roupa o permitam. Se a máquina da roupa não possuir o programa indicado, use uma máquina de secar, para sujeitar a roupa a temperaturas mais elevadas. Caso não tenha este equipamento, e a roupa branca o permitir, coloque um pouco de lixívia no compartimento do detergente, antes de pôr a roupa a lavar.
  • Como é possível regular a temperatura na máquina da loiça, se houver alguém em casa infetado, prefira o programa automático, normal ou universal em detrimento do eco, porque, em regra, usam uma temperatura entre os 55° e os 65°C.
  • Desligue os equipamentos da corrente, para não ficarem a consumir em stand-by: use extensões com interruptor, por exemplo.
  • Caso seja inadiável comprar um novo eletrodoméstico, como um frigorífico ou uma arca, opte por aparelhos com baixos consumos de eletricidade (veja a etiqueta energética e os nossos testes).
  • Acenda apenas as luzes que são precisas. Ao sair da divisão, apague-as.
  • Sempre que puder, varra a casa e aspire a fundo, pelo menos, uma vez por semana.
  • Caso tenha um sistema fotovoltaico para autoconsumo (ou outro sistema de produção de eletricidade para autoconsumo, como geradores eólicos), procure alinhar o ciclo de utilização dos eletrodomésticos com o de produção do sistema para autoconsumo.

Gaste menos água quente

Ao reduzir o consumo de água quente, baixa também o gasto de gás ou de eletricidade.

  • Regule a temperatura do equipamento de produção de água quente sanitária na posição “Eco” ou num valor próximo do usado na torneira.
  • Prefira sempre tomar duche e evite banhos de imersão.
  • Se tiver um termoacumulador elétrico, procure tomar banho fora de horas de maior consumo (por exemplo, a meio da manhã ou da tarde), para que a resistência do termoacumulador se ative-se em períodos de menor congestionamento da rede elétrica.
  • Nos tempos livres, e caso tenha os materiais em casa porque já pensava instalá-los, aproveite para algumas obras de bricolage e manutenção na sua habitação, que ajudarão a reduzir o consumo de água: instale redutores de caudal nas torneiras e cabeças de chuveiro; repare fugas e torneiras a pingar; isole as tubagens de água quente da habitação, caso estas estejam no exterior das paredes e acessíveis.

Casa confortável, poupada e ventilada

Com a chegada da primavera, o tempo fica mais ameno, mas, caso fique mais frio ou mas calor, aproveite os recursos naturais para aquecer ou arrefecer a casa. Consegue, assim, manter a casa confortável e arejada com algumas medidas simples.

  • Nos dias mais frios, aproveite o sol: abra as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia e, à noite, feche-os. Nos dias de calor, feche aqueles durante o dia e, à noite, abra as janelas para arrefecer a habitação.
  • É muito importante renovar o ar interior da habitação todos os dias: basta abrir as janelas, de preferência de direções opostas, para que a casa fique ventilada. Esta operação é ainda mais importante, quando existem várias pessoas dentro de casa e por um período alargado.
  • Se a casa tiver um sistema de ventilação mecânica, assegure-se de que o mesmo está nas melhores condições de funcionamento e programado de modo a que a renovação do ar esteja ajustada ao número de pessoas que permanecem na habitação.
  • Caso precise de recorrer a um aparelho de aquecimento portátil, reduza a sua utilização ao máximo. No caso do termoventilador, ligue-o apenas quando alguém estiver na divisão e desligue-o assim que sair ou for dormir. Regule o termóstato para uma temperatura que permita que vá ligando e desligando. Caso use um radiador a óleo, mantenha-o em funcionamento o menor tempo possível e regule o termóstato para, no máximo, 21°C. Desligue-o se sair por mais tempo.
  • Se usar um aparelho de ar condicionado, regule-o para 20 a 21°C ,no inverno, e 24° a 25°C, no verão. Ligue o equipamento quando estiver na divisão e desligue-o, se sair por um período prolongado.
  • No caso de equipamentos que funcionem com biomassa (como pellets ou lenha), deixe de alimentar a lareira ou a salamandra uma hora antes de se deitar. Lembre-se de ventilar o espaço.
  • Não use aquecedores catalíticos e a parafina ou braseiras sem a existência de uma chaminé que permita a correta exaustão dos gases de combustão. Estes sistemas promovem a queima do oxigénio e a libertação de monóxido e dióxido de carbono para a divisão.
  • Se tiver um sistema de aquecimento central, verifique se o termóstato está no modo de inverno e regule-o segundo as necessidades, mantendo a temperatura da caldeira o mais baixa possível. Feche os radiadores nas divisões que não usar.
  • Aproveite para efetuar algumas operações de manutenção dos equipamentos de climatização: limpe os filtros e as grelhas de ventilação; faça a purga dos radiadores de um sistema de aquecimento central; limpe cinzas de lareiras, salamandras e caldeiras de biomassa e faça a manutenção aos equipamentos e chaminés.

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António Costa

Publisher do ECO

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