Revista de imprensa internacional

  • ECO
  • 23 Março 2020

Nos EUA, Donald Trump viu o seu plano de estímulos orçamentais chumbado pelos democratas. No Reino Unido, o Governo prevê entrar no capital das companhias aéreas do país.

Somam-se os esforços dos países para evitar as consequências do surto de coronavírus nas economias, mas nem todos têm o caminho facilitado. Que o diga Donald Trump, que viu o seu plano de quase dois mil milhões de dólares chumbado pelos democratas este fim de semana. No Reino Unido também se unem esforços, com o Governo a ponderar mesmo entrar no capital de algumas companhias aéreas. Em Espanha, o vice-presidente do BCE defende a criação de um “rendimento mínimo de emergência”, enquanto o Canadá lança um ultimato à organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Financial Times

Coronavírus: Pacote de estímulos de Donald Trump chumbado pelos democratas

Os democratas travaram o plano de estímulos orçamentais de quase dois mil milhões de dólares (1,87 mil milhões de euros) de Donald Trump para ajudar os Estados Unidos a enfrentar o coronavírus. Tudo indicava que as negociações iam correr bem, mas no domingo houve um impasse, com os democratas a afirmarem que o acordo proposto pela Casa Branca era excessivamente generoso para as grandes empresas, para além de ter condições muito limitadas e de não oferecer fundos suficientes para os hospitais. Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

Expansión

Governo britânico pondera nacionalizar a British Airways

As companhias aéreas estão a sofrer com o coronavírus. No Reino Unido, o Governo já admite vir a adquirir participações significativas no capital de várias empresas do setor para evitar a falência. Uma delas é a British Airways — Iberia, Vueling e Air Lingus –, mas em cima da mesa estão também a Virgin Atlantic e a easyJet. Segundo algumas fontes, O Governo britânico pretende injetar milhões de libras na British Airways em troca de ações que, passado algum tempo, seriam vendidas a investidores privados. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol)

20minutos

Espanha: Guindos defende “rendimento mínimo de emergência”

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-ministro da Economia de Espanha prevê uma recessão económica na União Europeia devido ao coronavírus, com um impacto “muito intenso”. Para o país vizinho, Luis de Guindos defendeu a criação e um “rendimento mínimo de emergência” para evitar uma crise mais profunda. “Acredito que o Estado deve agir durante esse período de transição para que não ocorra uma crise social”, disse em entrevista ao canal La Sexta. Leia a notícia completa no 20minutos (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Reuters

Canadá desiste dos Jogos Olímpicos se estes não forem adiados

O Canadá anunciou a desistência dos Jogos Olímpicos de Tóquio, caso estes venham mesmo a realizar-se este ano, como está planeado. O anúncio foi feito na madrugada desta segunda-feira, seguindo-se a Austrália a anunciar que aconselhou os seus atletas a preparem-se para uma prova em 2021, numa tentativa de pressionar a organização a adiar o evento desportivo. O Comité Olímpico Internacional vai esperar um mês para decidir se adia o para 2021, 2022 ou os realiza em outubro e novembro deste ano. Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Bloomberg

SoftBank avança com venda de ativos de 41 mil milhões de dólares

As ações do SoftBank tiveram a maior subida dos últimos 11 anos, depois o banco anunciar um plano para levantar até 4,5 biliões de ienes (41 mil milhões de dólares) no próximo ano para recomprar ações e reduzir a dívida. Neste plano estão incluídas grandes participações em empresas do Grupo Alibaba e empresas de economia partilhada, como a Uber e a WeWork. Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

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António Costa

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