Estímulos orçamentais puxam pelas bolsas europeias. Lisboa ganha 4%

As principais praças europeias mantêm a tendência de ganhos da última sessão, assim como a bolsa portuguesa. Investidores aplaudem estímulos orçamentais.

Os estímulos orçamentais para responder ao surto de coronavírus estão a dar confiança aos investidores na Europa. As principais praças europeias seguem em forte alta pela segunda sessão consecutiva, com o português PSI-20 a ganhar 405% para 4.038,930 pontos.

Este é o valor mais elevado em duas semanas do índice, que não negociava acima dos 4 mil pontos desde 11 de março. Entre as cotadas que mais sobem estão as do setor do papel e pasta de papel: a Altri avança 8,1%, a Navigator 3,51% e a Semapa 5,17%.

Na energia, a EDP sobe 4,35%, a EDP Renováveis valoriza 2,82% e a Galp Energia dispara 4,05%. A REN — que irá apresentar resultados esta quarta-feira — soma 6,3%. O BCP sobe 4,83% e a Jerónimo Martins avança 1,3%.

Os fortes ganhos generalizados nas ações estão a ser suportados pelo acordo conseguido nos EUA. Os líderes do Senado norte-americano e a Administração de Donald Trump deram luz verde a um mega pacote de estímulos orçamentais para responder ao surto de Covid-19. São 2 biliões de dólares (equivalente a 1,85 biliões de euros) para ajudar relançar a maior economia mundial.

Do lado da Europa, que continua a ser o foco da pandemia, o Eurogrupo não chegou a um entendimento em relação às coronabonds, mas Mário Centeno garantiu que nenhuma solução foi posta de lado. “Há amplo apoio para considerar uma salvaguarda de suporte a crises pandémicas com base num instrumento de precaução existente no ESM como uma linha de crédito com condições reforçadas (ECCL, sigla em inglês)”, frisou.

As várias iniciativas que se multiplicam causaram na terça-feira um forte rally, que se prolonga nesta sessão. Após o disparo de 8% da bolsa de Tóquio e de 2% de Xangai, a Europa segue em alta. O índice Stoxx 600 ganha 3%, o alemão DAX sobe 2,64%, o francês CAC 40 avança 2,6% e o espanhol IBEX 35 soma 2,85%.

(Notícia atualizada com cotações às 10h00)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Estímulos orçamentais puxam pelas bolsas europeias. Lisboa ganha 4%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião