Senado dos EUA e Casa Branca dão luz verde a pacote de estímulos de 2 biliões de dólares

  • ECO e Lusa
  • 25 Março 2020

O plano histórico terá ainda de ser aprovado pela Câmara dos Representantes, cuja maioria é democrata, antes de ser promulgado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os líderes do Senado norte-americano e a Administração de Donald Trump chegaram a acordo para um mega pacote de estímulos orçamentais para responder ao surto de Covid-19. São 2 biliões de dólares (equivalente a 1,85 biliões de euros) para ajudar relançar a maior economia mundial.

O anúncio foi feito esta madrugada pelo chefe da maioria republicana no Senado dos EUA, sendo que os democratas e a Casa Branca após um impasse que durava há vários dias.

Após dias de intensas discussões, o Senado chegou a um acordo entre os dois partidos [democrata e republicano] sobre um plano histórico (…). Aprovaremos este texto ainda hoje”, afirmou o senador republicano Mitch McConnell.

O plano histórico de 1,85 biliões de euros terá ainda de ser aprovado pela Câmara dos Representantes, cuja maioria é democrata, antes de ser promulgado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 400 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 18.000. Os Estados Unidos contabilizam quase 600 mortes e mais de 50.000 casos positivos, segundo uma contagem da Universidade Johns Hopkins.

O país é, assim, já o terceiro com mais casos registados, atrás da China e da Itália, e a Organização Mundial de Saúde admite que se possa tornar o epicentro mundial da pandemia.

A Casa Branca anunciou que está a ponderar formas de facilitar as orientações de distanciamento social, que já tiraram os trabalhadores dos seus postos, encerraram escolas e estão a provocar uma desaceleração generalizada da economia.

“Temos de voltar ao trabalho muito mais cedo do que as pessoas pensam”, disse o Presidente norte-americano, Donald Trump, na terça-feira, referindo-se à duração das regras de confinamento e explicando temer que a recessão económica provoque mais mortes do que a pandemia.

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