Coronavírus. JP Morgan antecipa quedas do PIB de 22% na Zona Euro e 14% nos EUA

  • Lusa
  • 19 Março 2020

Face à pandemia do novo coronavírus, o PIB da Zona Euro pode cair 22%, no segundo trimestre do ano. A estimativa é dos economistas do JP Morgan.

Os economistas do banco JP Morgan estimam que a atividade económica, medida pelo produto interno bruto (PIB), no segundo trimestre caia 22% na Zona Euro, 14% nos EUA e 30% no Reino Unido, em resultado da epidemia do novo coronavírus.

“Não há dúvidas de que a expansão global mais duradoura que tenha sido registada vai chegar ao fim neste trimestre”, afirmam aqueles economistas, em nota de análise, recordando que na semana passada já tinha previsto que a Covid-19 iria provocar uma recessão durante três meses, entre fevereiro e abril.

Mas agora, o período da recessão previsto estende-se a todo o primeiro semestre e a todo o mundo, com exceção da China, como resultado de um “congelamento inédito de atividades em um amplo leque de setores”. Assim, as estimativas para o primeiro trimestre são de uma recessão a nível global de 12%, que nos EUA pode ser de 4%, na Zona Euro de 15%, no Reino Unido de 10% e na China de 41%.

Para o segundo trimestre, os economistas esperam uma contração do PIB de 14% nos EUA, de 22% na Zona Euro e de 30% no Reino Unido, enquanto a China, pelo contrário, iniciaria uma recuperação com um crescimento de 57,4%.

No terceiro trimestre do ano, a economia começaria a recuperar a nível mundial, com o PIB global a subir 19,1%, conjugando expansões de 8% nos EUA, 45% na Zona Euro, 50% no Reino Unido e 23,9% na China.

Em termos anuais, e apesar dos dois primeiros trimestres do ano, o JP Morgan estima que globalmente o PIB suba 0,5%, impulsionado especialmente pela China, de 5,1%, que anularia as recessões dos EUA (1,8%) e da zona Euro (0,1%).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 210 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.750 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 84.000 já recuperaram da doença. O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se já por 170 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

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