Democratas fazem contra-proposta para estímulos de 2,5 biliões nos EUA

Plano do presidente Donald Trump foi chumbado, mas ainda poderá ser aprovado um mega plano de estímulos para travar o impacto do coronavírus na economia norte-americana.

Os democratas norte-americanos fizeram uma contra-proposta de estímulos para travar o impacto do coronavírus na economia dos EUA, depois de a proposta do presidente Donald Trump ter sido chumbada na segunda-feira. Se for aprovado, o novo plano poderá ser até maior que o inicial ao totalizar 2,5 biliões de dólares.

A porta-voz Nancy Pelosi anunciou a proposta legislativa que abrange financiamento para saúde, incluindo vacinas e tratamentos gratuitos para infetados com coronavírus, mesmo que não tenham seguro, 150 mil milhões em financiamento direto a hospitais e outros programas de saúde e nutrição.

Este prevê pagamentos diretos às famílias (entre 1.500 dólares para solteiros a 7.500 para uma família de cinco pessoas), o alargamento do acesso a licença médica e de assistência à família e 600 dólares por semana para desempregados. Há ainda 500 mil milhões para pequenas e médias empresas, 60 mil milhões para aliviar dívida estudantil ou 4 mil milhões para preparar as próximas eleições.

Este plano de estímulos orçamentais é uma alternativa ao que tinha sido apresentado pelo presidente Donald Trump, de quase dois biliões de dólares. Essa proposta não recebeu “luz verde” dos democratas no Congresso norte-americano que o consideraram excessivamente generoso para as grandes empresas.

Administração, Republicanos e Democratas concordam todos na urgência de aprovar um plano de ajuda devido à pressão que a pandemia global está a gerar sobre os recursos de saúde, bem como sobre a economia.

É cada vez mais certo que o Covid-19 poderá pôr fim ao maior ciclo de crescimento económico dos Estados Unidos. Entre as estimativas mais pessimistas está a dos analistas do banco de investimento Morgan Stanley, que atualizaram as projeções para a economia do país esta segunda-feira, e estimam um tombo de 30% no PIB no segundo trimestre do ano, acompanhado de uma subida da taxa de desemprego para 12,8%.

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