Santander cancela dividendo intercalar. Botín reduz salário em 50%

Para combater a pandemia, o banco espanhol vai criar um fundo de 25 milhões financiado com a redução dos salários da administração e com contribuições voluntárias dos próprios funcionários.

O Santander vai dar menos dinheiro aos acionistas, mas também aos seus gestores. O banco espanhol vai cancelar a remuneração intercalar que deveria entregar aos investidores, isto ao mesmo tempo que os salários da administração vão ser revistos em baixa. Parte da poupança servirá para criar um fundo solidário para ajudar a combater a pandemia.

O Santander paga dois dividendos por ano — a cada seis meses, distribuindo entre 40% a 50% dos lucros –, mas este ano isso não vai acontecer. O banco cancelou o pagamento desse dividendo intercalar, programando apenas um único pagamento, que deverá acontecer em maio de 2021, de acordo com o Expansión (conteúdo em espanhol). Essa medida, que ainda terá de ser aprovada, tem como objetivo aumentar o crédito para as empresas e para as famílias.

Além disso, o banco anunciou que vai ainda criar um fundo de solidariedade para combater o coronavírus, através da cedência de materiais e equipamentos. Este fundo, que terá uma dotação mínima de 25 milhões de euros, será financiado com a redução dos salários do Conselho de Administração e com contribuições voluntárias dos próprios funcionários.

Assim, a presidente Ana Botín e o CEO, José Antonio Álvarez, decidiram cortar para metade os seus salários deste ano. Ana Botín arrecadou quase dez milhões de euros no ano passado, enquanto Álvarez faturou cerca de 8,2 milhões de euros. O Santander vai ainda reduzir os salários dos não executivos em 20%.

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