Wall Street dispara com pacote de estímulos nos EUA. Bolsas sobem mais de 5%

Os estímulos ficais de 2,5 biliões de dólares tiram Wall Street da maré vermelha, dando alguma confiança aos investidores quanto ao impacto do novo coronavírus na maior economia do mundo.

Com a economia norte-americana a travar a fundo devido ao surto do novo coronavírus, os estímulos fiscais do Senado salvam esta terça-feira as praças norte-americanas da maré vermelha, fazendo disparar Wall Street.

O índice de referência S&P 500 está a somar 5,19% para 2.352,75 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq valoriza 5,02% para 7.205,16 pontos. O industrial Dow Jones segue pelo mesmo caminho ao avançar 5,84% para 19.678,26 pontos.

Seguindo a tendência que se verifica na Europa, os mercados norte-americanos parecem depositar esperança nos estímulos fiscais de 2,5 biliões de dólares numa tentativa de salvar as negociações no Senado após o plano inicial não ter sido aprovado esta segunda-feira. Também Reserva Federal retirou os limites para comprar dívida pública e privada do país.

“O estímulo fiscal é absolutamente necessário porque afeta diretamente o consumidor. Os gastos do consumidor e a confiança do consumidor é o que está impulsionar a economia dos EUA”, aponta Nancy Perez, manager de carteiras da Boston Private Wealth, em Miami, citada pela Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês).

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos disse que a economia norte-americana não ficará interrompida durante muito tempo, garantindo que o país não foi construído para ser bloqueado. Donald Trump afirmou ainda que os EUA não podem deixar que a cura para o coronavírus seja pior que a doença.

Ainda assim, há investidores que não concordam com a abordagem. “Os mercados reagirão mal porque aprenderam que essa abordagem não funciona”, disse Axel Merk, diretor de investimentos da Merk Investments, citado pela Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). “Do ponto de vista médico, precisamos de interromper o crescimento exponencial e isso faz-se com políticas de apoio”, assinala.

Entre as empresas que registam as maiores subidas estão as companhias do setor da aviação, depois de os democratas terem apresentado uma proposta na Câmara dos Representantes por forma a conceder um apoio de cerca de 40 mil milhões de dólares para este setor. A título de exemplo, a American Airlines soma 16,25% para 11,96 dólares, já a United Airlines valoriza 19,39% para 31,34 dólares.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Wall Street dispara com pacote de estímulos nos EUA. Bolsas sobem mais de 5%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião