Itália regista mais 683 mortes por coronavírus. Total sobe para 7.503

Os números globais apontam para 7.503 vítimas mortais em Itália desde o início do surto. Números descem um dia depois de Itália ter duplicado o número de mortes da China.

As autoridades de saúde de Itália identificaram 5.210 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando de 69.176 para 74.386 o número de casos confirmados de Covid-19 no país. Já o número de mortos aumentou em 683 para 7.503 vítimas mortais.

Face a este novo balanço, é notório um abrandamento na taxa de mortalidade em Itália, já que esta quarta-feira os dados das autoridades de saúde revelam mais 683 óbitos, face aos 743 registados na terça-feira, informou a Agência de Proteção Civil, de acordo com a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). No total já são 7.503.

Pelo quarto dia consecutivo, o número total de novos casos também diminui. Esta quarta-feira as autoridades de saúde deram conta de 74.386 casos desde que o surto foi detetado em Itália, a 21 de fevereiro, contra os 69.176 anteriores.

Das pessoas originalmente infetadas em todo o país, há 9.362 que recuperaram totalmente, mais 1.036 do que o balanço anterior. Há ainda 3.489 pessoas nos cuidados intensivos, contra as anteriores 3.396, verificando-se, assim, um aumento.

No que toca à Lombardia, a região mais afetada de Itália verifica-se também uma queda acentuada no número de óbitos declarados em comparação com o dia anterior. A região tem já 4.474 mortes e 32.346 casos confirmados.

França anuncia total de 1.331 mortos e avisa que “crise vai ser longa”

O diretor-geral da Saúde, Jérôme Salomon, anunciou esta quarta-feira que o país tem 25.233 casos confirmados do novo coronavírus, 1.331 mortos em meio hospitalar e que a “crise vai ser longa”.

“A crise vai ser longa e os próximos dias vão ser difíceis”, afirmou esta noite Jérôme Salomon na habitual conferência de imprensa em que apresenta a evolução da doença em França.

Há atualmente 11.539 pessoas hospitalizadas devido à Covid-19 e 2.827 destes pacientes estão nos cuidados intensivos. O diretor-geral da Saúde considerou que este é “um número considerável e excecional” face a uma só doença.

Salomon pediu para as pessoas continuarem em casa o mais possível, indicando que quem foi contaminado antes do início do confinamento – 16 de março – começa agora a apresentar sintomas que mesmo que ligeiros, podem acabar em graves dificuldades respiratórias.

O diretor-geral da Saúde indicou ainda que “a vaga de casos graves já chegou” e que as autoridades tentam fazer uma gestão dos casos graves, especialmente em regiões como o Grand Est, onde há menos meios para cuidar dos pacientes mais graves.

Segundo o último balanço da AFP, mais de 19 mil pessoas morreram em todo o mundo por Covid-19, sendo que o número de infetados ultrapassa a barreira dos 400 mil.

(Notícia atualizadas às 19h10 com o balanço de França)

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