Bosch Braga suspende produção por duas semanas. 3.500 vão para casa

Após o encerramento em Ovar e Aveiro, a Bosch Braga anunciou que também vai fechar as portas da unidade fabril durante duas semanas. Com esta medida cerca de 3.500 colaboradores vão para casa.

A Bosch decidiu encerrar a unidade fabril em Braga e vai suspender a produção por duas semanas. Esta medida entra em vigor a partir da próxima segunda-feira, com cerca de 3.500 colaboradores a serem enviados para casa.

“A Bosch vai suspender as atividades devido ao surto do Covid-19”, confirma ao ECO fonte oficial da empresa, depois da notícia avançada pelo O Minho. Falta de matérias-primas são o principal motivo desta suspensão temporária.

Os 3.500 trabalhadores da empresa vão para casa, mas a empresa afasta cenário de lay-off. Há trabalhadores que vão passar para teletrabalho, mas outros vão de férias antecipadas, diz a Bosch de Braga.

Face a esta pandemia mundial que já infetou 3.544 casos de Covid-19 em Portugal e já provocou a morte a 60 pessoas, a empresa vai suspender a atividade e deve voltar a abrir as portas a 13 de abril, embora esta data possa ser alargada se as circunstâncias assim o justificarem, refere ao ECO fonte da Bosch Braga.

A Bosch Braga confirmou um caso de infeção de Covid-19 num dos trabalhadores da empresa. Face a esta caso a linha onde o operário trabalhava foi suspensa e os colegas foram para casa em quarentena.

Sindicato contesta “férias forçadas” na Bosch Braga

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras do Norte (SITE – Norte) criticou a Bosch Braga por transformar em férias para os trabalhadores o período de paragem da laboração decorrente da pandemia do Covid-19.

“Todos pretendemos a defesa dos postos de trabalho, o relançar da economia, mas tal não pode apenas ficar nas costas dos trabalhadores, uma vez mais”, refere o sindicato esta quinta-feira, em comunicado enviado à Lusa.

Para o sindicato, a Bosch “deve proteger os seus trabalhadores e tem condições de, num caso de redução de atividade ou paragem parcial ou total, garantir 100 por cento dos seus vencimentos“. O sindicato diz que este não é, de todo, o conceito de férias.

“As férias são para recuperação física e psicológica dos trabalhadores, para proporcionar momentos de relaxamento junto dos seus e não para serem usadas numa situação destas, de confinamento, de stress e preocupações várias com a nossa vida e dos que amamos”, lê-se no comunicado.

O sindicato diz entender os efeitos da pandemia no setor automóvel, nos produtores, nos fornecedores e, por consequência, na Bosch, mas sublinha que a empresa “não se pode comparar com uma qualquer PME ou com um pequeno quiosque”.

“A Bosch Car Multimedia Portugal está inserida num grupo que tem tido lucros de largos milhões, a própria unidade de Braga tem tido lucros crescentes a cada ano”, refere o sindicato, sublinhando que a riqueza produzida “não tem sido devidamente distribuída pelos trabalhadores”.

(Notícia atualizada às 18h23 com informações da Lusa acerca da crítica por parte do sindicato em relação às “férias forçadas”)

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