Portugal tem 3.544 casos de Covid-19. Número de mortes sobe para 60

O número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 3.544, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 60 até à passada meia-noite.

As autoridades de saúde descobriram 549 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando de 2.995 para 3.544 o número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal. Os dados apurados até à meia-noite mostram ainda que morreram mais 17 doentes por causa do vírus, num total de 60 desde o início da pandemia.

O número de pessoas recuperadas também aumentou, quase duplicando, ao passar de 22 para 43, segundo o relatório de informação mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS). Estão 191 pessoas em internamento hospitalar, menos do que nos últimos dados, dos quais 61 em unidades de cuidados intensivos, número que não se alterou.

Boletim epidemiológico de 26 de março

De acordo com a informação oficial, dos 3.544 casos confirmados, 1.858 situam-se no norte do país, onde se registaram também 28 vítimas mortais, 1.082 na zona de Lisboa e Vale do Tejo, com 18 mortos, 435 no centro (13 mortos), 89 no Algarve com uma vítima mortal e 20 na zona do Alentejo. No que diz respeito às regiões autónomas, há 15 casos confirmados na Madeira e 24 nos Açores.

As autoridades registaram um total de 22.257 casos suspeitos desde 1 de janeiro de 2020. O total de casos que não se confirmaram é de 16.568. Há ainda 2.145 pessoas a aguardar resultado laboratorial e 14.994 pessoas sujeitas à vigilância das autoridades, por terem estado em contacto com pessoas cujo teste ao Covid-19 deu positivo para o novo coronavírus.

A faixa etária onde se concentram mais casos confirmados é a dos 40-49 anos. Já a maioria das mortes correspondeu a pessoas com mais de 70 anos, ou seja, que faziam parte do grupo mais vulnerável a esta enfermidade. A letalidade geral do vírus no nosso país “é pouco superior a 1%”, apesar de ser mais elevada nos grupos etários mais velhos, indicou Graça Freitas, na habitual conferência de imprensa.

Portugal já testou mais de 22 mil pessoas

A partir de agora, com o país já na fase de mitigação, o critério para ligar para a linha SNS24 é ter sintomas, já não é preciso existir o chamado link epidemiológico. “À medida que a curva epidémica sobe, vão aumentar todos os dias o número de suspeitos”, apontou Graça Freitas, na conferência de imprensa.

Por isso, “temos estado a reforçar a capacidade de testes”, sinalizou. O país já recebeu 5 mil testes dos 80 mil que encomendou, que deverão chegar até ao início da próxima semana, adiantou o secretário de Estado da Saúde, António Sales. Há 30 mil testes em stock, disse. Com a entrada nesta fase, neste momento, já está também terminada a tramitação para que o setor privado possa fazer os testes.

A diretora-geral da Saúde sublinha que todos os casos suspeitos até agora foram submetidos a teste, o que quer dizer que Portugal já testou mais de 22 mil pessoas. Os responsáveis sublinharam também que os testes rápidos ainda não tiveram parecer positivo do Instituto Ricardo Jorge e do Infarmed.

(Notícia atualizada às 14h10)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Portugal tem 3.544 casos de Covid-19. Número de mortes sobe para 60

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião