easyjet deixa em terra toda a frota de aviões

  • Lusa
  • 30 Março 2020

A easyJet diz estar "em conversação com fornecedores de liquidez" para reforçar a sua continuidade assim que a crise causada pela disseminação do vírus for superada.

A companhia aérea easyJet anunciou esta segunda-feira que está a deixar toda a sua frota de aviões em terra até novo aviso devido ao colapso na procura por causa da pandemia de covid-19.

Em comunicado, a companhia aérea de Luton, com sede em Londres, explica que a medida “elimina um custo significativo” e indica que receberá ajuda do Governo para manter os seus trabalhadores.

A easyJet afirma que mantém “um balanço sólido” e está “em conversação com fornecedores de liquidez” para reforçar a sua continuidade assim que a crise causada pela disseminação do vírus for superada.

A empresa explica que chegou a um acordo com os sindicatos para aplicar o programa do Governo para manutenção de empregos e pagar 80% do salário à tripulação de cabine a partir de quarta-feira, por dois meses.

A companhia aérea de voos baratos explica que a decisão de deixar em terra todas as suas aeronaves se deve a “restrições de viagens sem precedentes impostas pelo Governo” e ao “confinamento nacional” decidido por muitos países para combater a pandemia de covid-19.

Lembra também que, nos últimos dias, colaborou com o trabalho de repatriamento e operou “mais de 650 voos de resgate” para fazer regressar a casa “mais de 45.000 clientes”, o que continuará a fazer se as autoridades solicitarem.

A easyJet afirma que “neste momento, não há certeza da data em que os voos comerciais podem retomar” e diz que avaliará a situação em função “da regulamentação e da procura”

A Virgin Atlantic e a irlandesa Ryanair já têm a maioria de suas aeronaves no solo e o grupo IAG, dono da Iberia, British Airways, Aer Lingus, LEVEL e Vueling, reduziu a sua capacidade em 75%.

A Virgin Atlantic já anunciou que quer recorrer a fundos do Governo britânico — e outras companhias aéreas também o deverão fazer –, embora o Executivo conservador sustente que um resgate estatal do setor deve ser o último recurso e que as empresas devem tentar obter capital de outras fontes, como seus próprios acionistas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 697 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 33.200. Dos casos de infeção, pelo menos 137.900 são considerados curados.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

easyjet deixa em terra toda a frota de aviões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião