Crise do 737 Max passa “cheque” de 18 mil milhões à Boeing

A Boeing passou de lucros de 10,46 mil milhões de dólares em 2018 para prejuízos de 638 milhões em 2019. O impacto da crise do 737 Max foi maior do que os analistas antecipavam.

A Boeing passou de lucros a prejuízos em 2019, tendo perdido 636 milhões de dólares no ano passado, um resultado negativo explicado com os problemas no modelo 737 Max. As quedas de duas aeronaves devido a problemas de software vitimaram 346 pessoas em 2019 e no final de 2018, atirando a fabricante norte-americana para uma crise sem precedentes.

A empresa revelou a verdadeira dimensão dessa crise esta quarta-feira, que é bem maior do que o antecipado pelos analistas. Esperavam lucros modestos, de 0,60 dólares por ação. Mas, em vez disso, a Boeing anunciou prejuízos de 2,33 dólares por ação, o pior resultado dos últimos 20 anos, segundo o The Wall Street Journal (acesso pago).

Os prejuízos milionários de 2019 comparam com os lucros de 10,46 mil milhões de dólares em 2018, com a gigante aeroespacial a revelar que estima ter custos acima de 18 mil milhões com a crise do 737 Max, que está impedido de voar pelas autoridades.

Recentemente, a empresa decidiu mesmo suspender o fabrico do modelo, pelo que esta estimativa abrange os custos do regresso ao serviço deste avião, as compensações às companhias aéreas que tinham encomendado o modelo e o retorno à atividade de produção, de acordo com o The New York Times (acesso condicionado).

A Boeing aproveitou a apresentação de resultados para anunciar mais um corte na produção. Desta vez, o alvo vai ser o modelo de “bandeira” da fabricante norte-americana, o 787 Dreamliner.

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