Vice-presidente do BCE diz que coronabonds não são o único instrumento para combater vírus

O ex-ministro da Economia espanhol defende que a ferramenta mais poderosa para enfrentar o coronavírus é o Banco Central Europeu.

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) e ex-ministro da Economia espanhol defende que as chamadas coronabonds, um mecanismo europeu comum de emissão de dívida, não são o único instrumento, nem o mais eficaz, para fazer frente à pandemia do novo coronavírus.

“Não é a única ferramenta defensiva nem certamente a mais poderosa“, disse Luis de Guindos, citado pela Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). “A mais poderosa é sem dúvida o BCE”, argumentou o ex-ministro da Economia espanhol. O banco já apresentou algumas medidas, nomeadamente um programa de compra de ativos públicos e privados no valor de 750 mil milhões de euros.

São vários os líderes europeus que defendem este instrumento, que inclusive enviaram uma carta ao presidente do Conselho Europeu a pedir a sua implementação. Entre os subscritores da carta encontra-se o primeiro-ministro português, António Costa, bem como o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

No entanto, há também alguns Estados-membros que se opõem à ideia. Depois de uma reunião do Conselho Europeu, na quinta-feira passada, onde o tema foi discutido, os governantes apenas concordaram em convidar o Eurogrupo a apresentar propostas, dentro de duas semanas, para fazer face ao impacto do vírus.

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