Covid-19 já matou 41.072 pessoas e infectou 830 mil em todo o mundo

  • Lusa
  • 31 Março 2020

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 41.072 pessoas em todo o mundo desde seu início e infetou quase 830 mil, segundo um balanço da AFP.

A pandemia do novo coronavírus já matou pelo menos 41.072 pessoas em todo o mundo desde seu início e infetou quase 830 mil, segundo um balanço da agência AFP às 19h00 desta terça-feira, baseado em números oficiais de países.

De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, mais de 828.340 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 186 países e territórios desde o início da epidemia. Contudo, este número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que grande parte dos países está atualmente a testar casos que requerem atendimento hospitalar.

Entre esses casos, pelo menos 164.900 são considerados curados pelas autoridades nacionais dos países. Desde a contagem realizada às 19h00 de segunda-feira, 4.396 novas mortes e 70.404 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são a Espanha, com 849, a Itália (837) e os Estados Unidos (612). A Itália, que registou sua primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro passado, tem atualmente 12.428 mortes, em 105.792 casos, numa altura em que foram registadas esta terça-feira 837 mortes, enquanto 15.729 pessoas foram dadas como curadas pelas autoridades italianas.

Depois da Itália, os países mais afetados são a Espanha, com 8.189 mortes, para 94.417 casos, a França, com 3.523 mortes (52.128 casos), os Estados Unidos, com 3.440 mortes (174.467 casos) e a China continental, com 3.305 mortes (81.518 casos).

A China (excluindo os territórios autónomos de Hong Kong e de Macau), onde a epidemia eclodiu no final de dezembro passado, contabilizou 81.518 casos (48 novos entre segunda e terça-feira), incluindo 3.305 mortes (1 nova) e 76.052 curas.

Ente os casos relatados, os Estados Unidos são hoje o país mais afetado, com 174.467 infeções registadas oficialmente, incluindo 3.440 mortes e 6.038 doentes curados.

Desde segunda-feira, às 19h00, Trinidad e Tobago, Birmânia, Tanzânia, Mauritânia, Costa do Marfim e Bielorrússia anunciaram as primeiras mortes ligadas ao novo coronavírus, enquanto o Burundi e Serra Leoa anunciaram o diagnóstico dos primeiros casos.

A Europa totalizou às 19h00 desta terça-feira 29.912 mortes, para 452.978 casos, a Ásia 3.889 óbitos (108.726 casos), os Estados Unidos e Canadá 3.538 mortes (182.953 casos), o Médio Oriente 3.008 mortes (55.578 casos), a América Latina e Caribe 508 mortes (17.191 casos), África 195 mortes (5.698 casos) e a Oceânia 22 mortes (5.224 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados coletados pelos escritórios da AFP das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em Portugal, segundo o último balanço pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que na véspera (+14,3%), e 7.443 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 1.035 em relação a segunda-feira (+16,1%). Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19 já matou 41.072 pessoas e infectou 830 mil em todo o mundo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião