Wall Street tem pior trimestre desde a queda do Lehman Brothers. Afunda 20%

As bolsas norte-americanas deslizaram quase 2% no dia do encerramento do pior trimestre desde a grande crise de 2008. S&P 500 afundou 20% no acumulado dos três meses.

As bolsas norte-americanas encerraram esta terça-feira o pior trimestre desde a queda do Lehman Brothers em 2008.EPA/JUSTIN LANE

As bolsas norte-americanas deslizaram no fim do pior trimestre desde a crise financeira de 2008. Os três principais índices de Wall Street não foram capazes de manter a recuperação iniciada na semana passada, interrompendo a subida com mais um dia de quedas de quase 2%.

O S&P 500 derrapou 1,68%, para 2.582,46 pontos. Mas, no trimestre, o índice afundou cerca de 20,28%, o maior deslize desde a falência do banco Lehman Brothers e o pior primeiro trimestre da história do índice de referência. Concretamente no mês de março, a queda foi de 12,51%, uma derrocada provocada pela pandemia do coronavírus, que teve origem na China e parou a economia em grande parte do globo.

O industrial Dow Jones recuou 1,97%, para 21.887,78 pontos, acumulando uma desvalorização trimestral de 23,20%. Já o tecnológico Nasdaq perdeu 1,04%, para 7.693,14 pontos, uma queda de 14,18% no trimestre agora concluído, a menor dos três grandes índices.

Apesar de mais um dia de quedas, a sessão apontou para uma acalmia na volatilidade que tem caracterizado os mercados financeiros ao longo do último mês. O VIX, que mede a volatilidade no S&P 500 com base nas opções de compra e venda sobre o índice, caiu 3,54 pontos, ou 6,67%, estando nos 53,54 pontos.

A Microsoft pesou nas bolsas. Depois de valorizar mais de 7% na segunda-feira, a empresa corrigiu e registou uma perda de 1,57%. Os títulos da cotada fundada por Bill Gates valem agora 157,71 dólares. Também no setor tecnológico, a Amazon cedeu 0,72%, para 1.949,72 dólares cada título, enquanto a Apple perdeu 0,20%. As ações da fabricante do iPhone valem agora 154,29 dólares cada.

Na indústria, os holofotes voltaram a estar virados para a Boeing. A gigante norte-americana desvalorizou 2,06%, para 149,14 dólares, cedendo à pressão vendedora que tem afetado a generalidade dos ativos de risco em plena pandemia do Covid-19.

No entanto, também houve destaques positivos na sessão. A Johnson & Johnson continua a negociar em alta, tendo avançado mais 8% esta terça-feira, para 133,01 dólares, à medida que os investidores vão olhando com esperança para a notícia de que a farmacêutica vai começar a testar uma vacina para o novo coronavírus em pacientes humanos já a partir de setembro.

(Notícia atualizada às 21h28 com mais informações)

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