Portugal regista 8.251 casos de coronavírus. Número de mortes sobe para 187

O número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 8.251, enquanto o número de mortes provocadas pelo coronavírus aumentou para 187 até à passada meia-noite.

Um mês depois de ter aparecido o primeiro caso de coronavírus em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS), dá conta de 8.251 pessoas infetadas com a doença. As autoridades de saúde descobriram 808 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas. Os dados apurados até à meia-noite mostram ainda que morreram mais 27 doentes por causa do vírus, num total de 187 desde o início da pandemia.

Das 8.251 pessoas infetadas com a doença, 726 estão internadas em unidades hospitalares, das quais 230 estão nos cuidados intensivos. Estes números “têm de ser observados tendo em conta a estrutura etária”, aponta a diretora-geral de Saúde, na conferência de imprensa diária. “Somos país com população envelhecida, muitos doentes nos hospitais são desse grupo”, explica.

Há ainda 4.957 casos que estão a aguardar resultados laboratoriais e 20.275 pessoas sujeitas à vigilância das autoridades. O secretário de Estado da Saúde destaca que foram processadas, para testar, 69 mil amostras desde 1 março e que, na semana passada, foram processadas quase 40 mil amostras, “mais do dobro relativamente à semana que antecedeu”.

Ainda assim, António Sales admitiu que não se pode “esperar conseguir testar toda a gente no mesmo dia, ao mesmo tempo”. Desde 1 de janeiro de 2020 já foram identificados 59.457 casos suspeitos. Já os casos de pessoas recuperadas são 43, um número que se mantém inalterado desde os últimos dados.

O Norte continua a ser a região mais afetada do país, com 4.910 casos e 95 óbitos, seguido por Lisboa e Vale do Tejo com 1.998 casos e 38 mortes e o Centro, que regista 1.043 casos e 52 mortes. Há ainda registo de 146 casos e duas mortes no Algarve, e 54 casos no Alentejo, de acordo com o boletim epidemiológico.

Abrandamento nos casos? É “cedo para avaliar”

Questionado sobre um abrandamento no crescimento dos casos, o secretário de Estado da Saúde diz que “é cedo ainda para avaliar tendência, e o grau de incerteza é grande”. Ainda assim, António Sales admite que “nos últimos dias tem havido um abrandamento, sem que se possa ainda retirar conclusões”.

Tendo em conta estes resultados, o secretário de Estado garante que estão “disponíveis para não abrandar para já as medidas” de contenção que foram implementadas, nomeadamente no estado de emergência. “Estas medidas foram bem tomadas, no tempo certo e provavelmente alguns destes números dizem-nos isso”, referiu.

No que diz respeito ao número de casos que podem estar a passar sem ser detetados no país, Graça Freitas diz que “há sempre um atraso no número de casos, porque as pessoas adoecem num determinado dia com sintomas, e só entram no radar depois”. O tempo diferente entre a data de infeção, quando se manifestam sintomas e a data em que procuram cuidados médicos.

A diretora-geral de Saúde reconhece que países que já estão mais à frente no surto “fizeram estimativas de quantas pessoas não entram no radar porque não estavam sintomáticas”, mas diz que “ainda há dados muito insuficientes para extrapolar para a realidade portuguesa”. Ainda assim, Portugal irá fazer estudos para saber que percentagem da população foi infetada.

(Notícia atualizada às 13h40)

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