Portugal com 10.524 casos de coronavírus. Número de mortes sobe para 266

Até à meia-noite, o número de casos confirmados de Covid-19 em Portugal subiu para 10.524. O número de vítimas mortais aumentou para 266 pessoas.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou mais 638 casos de coronavírus em Portugal, elevando de 9.886 para 10.524 o número de pessoas infetadas. Os dados divulgados este sábado — e que se referem até à meia-noite — revelam ainda que morreram mais 20 pacientes por causa do Covid-19, totalizando 266 vítimas mortais desde que o surto foi detetado no país.

De acordo com o balanço divulgado, esta manhã, pelas autoridades de saúde, subiu para 1.075 o número de casos em internamento, dos quais 251 em cuidados intensivos. O número de doentes recuperados também aumentou: de 68 para 75 pessoas. Há ainda 5.518 casos a aguardar resultados laboratoriais e 22.858 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

O Norte continua a ser a região onde o surto é mais grave, com 6.280 casos e 141 óbitos, seguido por Lisboa e Vale do Tejo, com 2.513 casos e 54 mortes; já o Centro regista 1.372 casos e 66 mortes. No Algarve, há 182 casos e cinco mortes no Algarve e no Alentejo registam-se 63 casos.

260 mil testes em entrega

A ministra da Saúde, Marta Temida, avançou este sábado que estão atualmente em entrega cerca de 260 mil testes e 80 mil zaragatoas, tendo reconhecido a falta deste último tipo de equipamento em vários pontos do sistema. Além disso, no domingo, deverão chegar a Portugal 144 novos ventiladores dos 1.500 encomendados, alguns deles por doações, outros por decisão do próprio Estado. “Temos neste momento em lista para entrega 1.298 ventiladores evasivas e 140 não evasivos“, detalhou Temido.

Quanto aos testes, a ministra adiantou que se estima haver capacidade para fazer 6.780 testes por dia no setor público e 4.190 no setor privado. Entre 1 de março e 1 de abril, foram realizados 88.497 testes diagnósticos, 53% em ambiente público, acrescentou a governante.

Na mesma conferência de imprensa, a diretora-geral da saúde revelou que o Instituto Ricardo Jorge irá mesmo fazer testes sorológicos para ver que proporção da população adquiriu imunidade ao novo coronavírus. Ainda não se sabe, contudo, quando serão feitos esses testes, uma vez que, a serem realizados numa fase demasiado precoce, “pode ainda não haver anticorpos” na população testada. “Depois teremos de os repetir para ver a duração da imunidade“, acrescentou Graça Freitas.

(Notícia atualizada às 13h38)

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