Evolução da pandemia e resposta política “cruciais” para recuperação de países da Zona Euro

  • Lusa
  • 6 Abril 2020

Agência da DBRS diz que a evolução da pandemia de Covid-19 e a eficácia das políticas vão ser "cruciais" para a recuperação das economias da Zona Euro.

A evolução da pandemia de Covid-19 e a eficácia das respostas políticas serão “cruciais” para a recuperação dos países da Zona Euro, segundo um relatório da DBRS Morningstar divulgado.

Segundo as estimativas da agência de notação financeira canadiana, em 2020 a Zona Euro terá um crescimento “muito menor” devido à crise provocada pela pandemia, que partiu de um ponto de partida que já estava fraco.

Além do impacto na indústria, no comércio e na confiança do consumidor, a agência de notação financeira vê ainda um impacto negativo adicional para Itália, Espanha, Grécia e Portugal devido ao colapso do turismo, ao qual estão particularmente expostos.

O turismo, incluindo os efeitos indiretos, representa mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em cada um destes países, refere.

A DBRS Morningstar sinaliza ainda que os dados macroeconómicos, como a confiança do consumidor e o índice PMI, já começaram a destacar a “seriedade” do choque.

Assim, refere, olhando para o futuro, embora a gravidade e a duração da contração económica sejam desconhecidas, a recuperação económica no longo prazo dependerá em grande parte da resposta política dada à crise.

A agência afirma que aguardará para perceber até que ponto as medidas de contenção do vírus no lado médico se tornam bem-sucedidas, para que as restrições e suspensões das viagens possam ser facilitados e pela eficácia das respostas da política orçamental e monetária para mitigar o impacto nas economias da Zona Euro e apoiar a recuperação económica.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Coronavírus Dados Informativos

Última atualização: 2020-07-14 01:16:02

Fonte: DGS

  • Confirmados

    46.818

    +306

  • Suspeitos

    406.412

    +1302

  • Recuperados

    31.065

    +158

  • Óbitos

    1.662

    +2

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Evolução da pandemia e resposta política “cruciais” para recuperação de países da Zona Euro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião