CDS chama banqueiros ao Parlamento. Quer saber se vão cobrar comissões nas linhas de crédito

Partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos quer questionar a CGD, o BCP, o Santander Totta, o BPI e o Novo Banco sobre se as linhas de crédito para empresas afetadas pela Covid-19.

O CDS-PP quer ouvir os líderes dos cinco maiores bancos em Portugal no Parlamento. O partido pediu, com caráter de urgência, uma audição para questionar os banqueiros sobre as linhas de crédito que foram criadas para ajudar as empresas em dificuldades devido à pandemia de Covid-19.

O partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos quer questionar a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o Santander Totta, o BPI e o Novo Banco sobre se as linhas de crédito são “suficientes para estimular e dar a confiança necessária à economia nacional”, segundo fonte oficial do partido.

Para fazer face ao impacto do surto nos negócios e nos rendimentos das famílias, foram disponibilizadas linhas de crédito num valor total de 3 mil milhões de euros, que deverá subir para 13 mil milhões, como anunciou o Governo.

O Executivo liderado por António Costa definiu um teto máximo para os spreads aplicáveis, mas o CDS quer ainda questionar os maiores bancos sobre se “vão aplicar um spread mínimo nas linhas de crédito apresentadas às famílias e empresas” e se vão ser, além do spread, “aplicadas outro tipo de comissões ou penalizações àqueles que vão recorrer às linhas de crédito lançadas pelo Governo”.

Por último, o partido acrescenta querer discutir com os responsáveis das instituições financeiras sobre a forma mais eficiente para agilizar “o necessário acesso às linhas de crédito e reduzir as dificuldades que as empresas e famílias estão, hoje, a ter”.

Estes cinco banqueiros estiveram, esta segunda-feira, numa videoconferência com o Presidente da República, que também quis saber o que estão a fazer para impulsionar a economia. Marcelo Rebelo de Sousa, que já tinha dito que está na hora de os bancos retribuírem a ajuda que receberam durante a crise, mostrou-se confiante no empenho dos bancos em acelerar o apoio à economia.

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