Marcelo diz que há portugueses a usar moratórias para poupar

Após uma reunião com os cinco principais banqueiros em Portugal, o Presidente da República contou que os dados de março que os bancos já têm acesso

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou tanto a atuação da banca como dos portugueses na forma como estão a lidar com a pandemia de Covid-19. Se os bancos estão já a pôr no terreno medidas para ajudar a economia como é o caso das moratórias, os clientes estão a usar com maturidade este balão de oxigénio.

O Presidente da República reuniu-se esta segunda-feira com os líderes dos cincos maiores bancos em Portugal. “Saio desta reunião com a sensação que a banca portuguesa está a acompanhar de forma muito atenta a realidade do nosso país”, disse, em declarações transmitidas pelas televisões. “Encontrei um estado de espírito de grande mobilização no sentido de ajudar a economia portuguesa a enfrentar um período que sabemos que vai ser difícil“.

Uma das principais medidas para ajudar a economia é a atribuição de moratórias para o crédito às famílias e empresas. Esta permite aliviar os encargos com prestações a quem seja afetado pelos efeitos económicos negativos da pandemia do Covid-19 através do adiamento, em seis meses, até ao final de setembro do pagamento dos créditos à habitação e das empresas.

Os bancos fizeram o primeiro ponto de situação sobre este assunto já com indicadores referentes a março. Marcelo diz que houve “grande maturidade revelada pelos portugueses em março” na relação com a banca e na “forma recorreram a moratórias, nuns casos para terem um alívio da sua situação financeira e noutros para fazerem uma poupança para o que possa vir a ser o futuro imediato“, explicou.

“É uma grande maturidade dos portugueses, num momento em que, naturalmente, estão a fazer contas à vida (e vão fazê-lo nos próximos meses e porventura também nos próximos anos), a forma muito madura como se relacionaram com a banca em termos de gerir racionalmente uma situação que era nova e era difícil“, sublinhou o Presidente da República.

Mas os bancos estão não só a “pôr no terreno as medidas aprovadas pelo Governo” como a tomar “iniciativas próprias completando, banco a banco, aquilo que consta das medidas do Governo”, explicou Marcelo.

Questionado sobre se as moratórias poderão ser alargadas ao crédito ao consumo, Marcelo recusou comentar, dizendo que é uma solução que terá de passar pelo Governo.

Outro tema que o presidente também preferiu não falar foi dos lucros e dividendos da banca. Escusou-se a responder se este foi um tema abordado na reunião. “Ouvi as várias posições e o que os bancos tiveram a dizer de posição conjunta divulgarão por comunicado se entenderem adequado”, disse apenas.

Após o encontro com os presidentes da Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novo Banco, Santander Totta e BPI, Marcelo anunciou ainda que vai chamar a Belém já esta terça-feira o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, Fernando Faria de Oliveira, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

(Notícia atualizada às 19h15)

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