Máscaras há muitas. Saiba como são e para que serve cada uma

As autoridades de saúde portuguesas recomendaram à população o uso de "máscaras comunitárias" em locais públicos fechados. Mas que tipo de máscara é este? E que outros tipos de máscara existem?

Depois de analisar vários pareceres, a Direção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar a recomendar a utilização de máscara a toda a população portuguesa nos espaços públicos fechados, por concluir que esta atitude ajuda a prevenir o contágio do novo coronavírus. Mas máscaras há muitas. E de vários tipos e feitios.

Porém, nesta fase, esta recomendação de uso generalizado de máscara aplica-se apenas às “máscaras sociais” ou “máscaras comunitárias”, como lhes chamou a ministra da Saúde, Marta Temido. Com certeza que também já ouviu falar de máscaras cirúrgicas e de respiradores N95. Saiba, em linhas gerais, o que significa e para que serve cada uma.

Máscara social (ou comunitária)

É um dispositivo médico? Não

Para que serve? A recente recomendação da DGS aplica-se apenas às máscaras comunitárias ou sociais. São máscaras descartáveis de papel ou feitas manualmente pela população a partir de pedaços de tecido. Uma vez que o novo coronavírus se transmite por partículas expelidas por quem esteja infetado quando tosse, espirra ou enquanto fala, o objetivo destas máscaras mais simples é o de serem uma primeira barreira para evitar que essas partículas acabem no ar e infetem outras pessoas ao nosso redor. São, assim, recomendadas para quando se vai ao hipermercado ou à farmácia, por exemplo.

Máscara comunitária ou social.Flávio Nunes/ECO

Máscara cirúrgica

É um dispositivo médico? Sim

Para que serve? Este tipo de máscara protege o portador de partículas contaminadas que estejam suspensas no ar ou que tenham sido expelidas por alguém doente, ao mesmo tempo que previne que o portador projete essas mesmas partículas para o meio. Não são máscaras ajustáveis ao rosto, mas tapam o nariz, a boca e o queixo. Segundo uma nota do Infarmed, “a principal finalidade” é a de “proteger a saúde e segurança do doente, independentemente de simultaneamente proteger também o profissional”.

Devido à sua escassez, as máscaras cirúrgicas simples são recomendadas apenas a profissionais de saúde.Pixabay

Respirador FFP1

É um dispositivo médico? Não

Para que serve? É um tipo de máscara que se ajusta bem ao rosto do portador e que reduz a exposição do mesmo às partículas suspensas no ar. É um tipo de máscara que também tem sido usado no atual contexto de pandemia, mas que já era muito comum, por exemplo, na construção civil ou nas pinturas. Estas máscaras protegem o portador de “algumas partículas metálicas, poeiras de reboco e poeiras de betão”, de acordo com o Infarmed.

As máscaras respiradoras FFP1 são muito comuns na construção civil ou nas pinturas.Pixabay

Respirador FFP2 (ou N95)

É um dispositivo médico? Sim

Para que serve? É um tipo de máscara mais eficaz do que a FFP1, que confere apenas 8% de fuga para o exterior. Desta forma, protegem o aparelho respiratório do portador contra partículas suspensas no ar e é adequada para “trabalhos com madeira, terraplanagens, pintura à pistola com tinta de base aquosa, bolores e fungos”, segundo o Infarmed. É considerada adequada para gestão clínica pelas autoridades nacionais.

As máscaras respiradoras FFP2 são consideradas adequadas para gestão clínica em Portugal.Pixabay

Respirador FFP3

É um dispositivo médico? Sim

Para que serve? É o tipo de máscara facial que maior proteção confere ao portador, por se ajustar muito bem ao rosto e por ser à prova de fluidos. Em Portugal, são consideradas dispositivos médicos, recomendados para serem usados por profissionais de saúde que lidem com pessoas doentes e vulneráveis, protegendo-as e protegendo-se a si mesmos. Segundo o Infarmed, as máscaras respiradoras FFP3 são típicas para “trabalhos com produtos perigosos, como nas indústrias química, farmacêutica e papeleira, serração e filtros”. Ou seja, conferem proteção contra o novo coronavírus.

Nesta pandemia, as máscaras respiradoras FFP3 são recomendadas apenas para profissionais de saúde.Staff Sgt. Sara Keller/US Air Forces in Europe & Africa

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