Jerónimo Martins ainda discute dividendos. Sonae vai manter

Marcelo Rebelo de Sousa quer ouvir as grandes cotadas da bolsa de Lisboa. Começou com as duas retalhistas, que estão confiantes no caminho de reabertura da economia portuguesa.

A Jerónimo Martins ainda não decidiu se vai distribuir dividendos, enquanto a Sonae está comprometida com a remuneração acionista. Após as recomendações da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para que haja atenção sobre a sustentabilidade de longo prazo, Pedro Soares dos Santos deixou a questão em aberto.

Ainda estamos a discutir entre nós“, disse Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins, quando questionado sobre se irá ou não manter a remuneração dos acionistas, em declarações aos jornalistas depois de se ter reunido com o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa quis ouvir os dirigentes das grandes cotadas na bolsa de Lisboa, tendo começado pela Jerónimo Martins e pela Sonae. O tema dos dividendos foi incontornável já que os encontros acontecem um dia depois de o supervisor dos mercados ter alertado as cotadas para que devem ser transparentes sobre o impacto da pandemia de Covid-19, bem como que devem decidir tanto a remuneração acionista como os prémios dos gestores tendo em conta a sustentabilidade de longo prazo.

Apesar desse alerta, a CEO da Sonae Cláudia Azevedo garante que a empresa não pretende fazer alterações. “Há uma proposta da Assembleia Geral da Sonae que é conhecida. Para já, não [está prevista qualquer alteração]. É uma decisão dos acionistas e não do CEO”, afirmou.

Os dois líderes das maiores retalhistas do país estão confiantes sobre a recuperação do país. “Saio daqui com um sentimento de segurança muito grande de que tudo o que está a ser feito está a ser bem feito e bem planeado”, sublinhou Soares dos Santos.

Apesar de admitir que há desafios associados às mudanças nos hábitos de consumo, acrescentou: “Posso continuar a garantir que não vão faltar os bens essenciais aos portugueses”.

Já Cláudia Azevedo considerou as palavras do Presidente como “muito positivas”. Reconheceu que se aproximam “dias difíceis”, mas sublinhou a relevância de reabrir a atividade.

Acho importante a economia começar a funcionar. Acho importante ter as medidas de segurança — que as pessoas se sintam seguras em estar nas lojas — e, portanto, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo é importante para Portugal”, disse.

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