Santander antecipa queda de 50% dos lucros face ao previsto

No Parlamento, Castro e Almeida disse "podem ficar descansados" aqueles que esperavam que a banca viesse a lucrar com a crise. Antecipa queda de pelo menos 50% dos lucros face ao previsto pelo banco.

“Não há visibilidade para o que vai acontecer no resto do ano. Mas se conseguirmos chegar a 50% do que pretendíamos já será um excelente resultado“, adiantou Pedro Castro e Almeida, presidente do Santander Portugal no Parlamento.

Castro e Almeida antecipa anos difíceis para o setor financeiro por causa da pandemia. “Podem ficar descansados” aqueles que acham que os bancos vão lucrar com a crise do coronavírus, disse o CEO do Santander Portugal na Comissão de Orçamento e Finanças.

“Pelo contrário, será o setor mais afetado por esta crise. A banca é um setor pró-cíclico, as suas receitas vão cair bastante com esta recessão“, referiu.

O presidente do Santander Portugal explicou que “o custo de risco e as provisões vão aumentar de forma significativa” face ao previsível aumento do crédito malparado.

“Para ter uma referência, em Portugal, temos cerca de 200 mil milhões em crédito. Em tempos de crise o custo de crédito ronda entre 1% e 3% da carteira. Nos próximos anos bancos portugueses vão ter de provisionar entre dois a seis mil milhões de euros. Isto quando estamos a falar de resultados recorrentes dos bancos portugueses, no seu somatório, não chegou aos 1.000 milhões de euros no ano passado”, referiu Castro e Almeida.

No caso do Santander Portugal, registou lucros de 527 milhões de euros em 2019. Um resultado que será fortemente afetado pela crise.

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