Santander conta 70 mil moratórias no valor de 7,5 mil milhões

O efeito da moratória no Santander tem um impacto de 1.000 milhões de euros em prestações de capital e juros que não são pagos pelas famílias e empresas durante os seis meses, disse Castro e Almeida.

O Santander Portugal já concedeu moratórias a cerca de 70 mil clientes, correspondentes a 7,5 mil milhões de euros de crédito, anunciou Pedro Castro e Almeida esta terça-feira.

“São clientes que até setembro não vão pagar nem capital e muitos deles não vão pagar juros. Estamos a falar de mais de 20% da nossa carteira a particulares e quase 40% da carteira a empresas, se excluirmos estado e grandes empresas”, disse o líder do Santander, que está a ser ouvido numa audição na Comissão de Orçamento e Finanças no âmbito de um requerimento apresentado pelo CDS sobre a resposta dos bancos à pandemia do coronavírus.

Segundo Castro e Almeida, “o efeito da moratória, só no Santander, tem um impacto de 1.000 milhões de euros em prestações de capital e juros que não são pagos pelas famílias e empresas” durante os seis meses.

Para o responsável, se daqui em setembro a economia não estiver melhor, será preciso uma nova moratória para proteger os clientes e os bancos.

“Só será possível voltar a um novo normal do serviço da dívida de pagamento do capital e juros caso a economia esteja melhor. Caso contrário, parece-me muito difícil, particularmente no caso das empresas”, frisou Pedro Castro e Almeida, que disse estar “relativamente sossegado” em relação às famílias.

“Acredito que haja dificuldades no pagamento do crédito pessoal, mas tem uma moratória de 12 meses, e será um problema mais lá à frente. Na habitação, a situação é diferente do que havia na anterior crise”, notou o líder do Santander.

(Notícia atualizada às 20h23)

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