Bancos norte-americanos “fogem” do crédito às gigantes europeias

  • ECO
  • 24 Abril 2020

Os grandes bancos norte-americanos com presença europeia estão receosos em dar empréstimos às grandes empresas europeias durante a pandemia, um sinal de desconfiança observado também em 2008.

Os bancos norte-americanos estão a afastar-se de empréstimos a empresas europeias sedeadas na Alemanha durante a atual pandemia do coronavírus. Um sinal de desconfiança no mercado que faz recordar a tendência verificada na crise financeira de 2008 dentro do sistema financeiro.

A notícia foi avançada pelo Financial Times (acesso pago), que encontrou alguns indícios dessa inclinação de Wall Street para o mercado doméstico. Desde logo, o JPMorgan cancelou conversações que estavam em curso para uma linha adicional de crédito ao gigante alemão dos produtos químicos BASF.

Já no empréstimo de resgate de três mil milhões de euros à Adidas, outra empresa alemã, o Bank of America participou com apenas metade do que outros seis bancos internacionais. E o Goldman Sachs, que subscreveu parcialmente um empréstimo de 3,5 mil milhões à Fiat Chrysler (Itália/EUA), não quis participar no empréstimo semelhante de 12 mil milhões de euros à alemã Daimler.

O jornal britânico cita banqueiros, conselheiros e gestores executivos para revelar que os bancos norte-americanos estão cada vez mais cautelosos em subscreverem empréstimos sindicados e bilaterais a grandes empresas na Europa ao longo das últimas semanas. A tendência já está a ter reflexo nos dados disponíveis.

No primeiro trimestre do ano, a participação dos cinco maiores bancos dos EUA em operações de dívida sindicada na Alemanha caiu mais de um terço e fixou-se em 14,6%. Este período, no entanto, abrange apenas o início dos efeitos da pandemia na economia mundial.

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