Juros italianos agravam após corte de rating da Fitch. Taxa a dez anos em Portugal mantém-se abaixo de 1%

Fitch cortou o rating de Itália para um patamar acima do "lixo", levando os juros da dívida a agravarem-se e o spread face às bunds a subir. Taxa a dez anos portuguesa mantém-se aquém de 1%.

Os juros da dívida italiana estão sob pressão, agravando-se após a Fitch ter de forma inesperada cortado o rating da República de Itália para apenas um patamar acima do “lixo” no seguimento dos efeitos da pandemia. A taxa a dez anos da dívida portuguesa também sobe, mas pouco, mantendo-se contudo abaixo da fasquia dos 1%.

A yield italiana a dois anos sobe sete pontos base até aos 0,69%, no mercado secundário, enquanto na maturidade a dez anos chegou a subir dez pontos base até aos 1,83%, com a subida a estar agora contida nos seis pontos base. Enquanto sobem as yields italianas, alarga-se o spread face às bunds alemãs, para 226 pontos base.

O agravamento dos juros italianos acontece depois de a Fitch ter revisto em baixa o rating de Itália devido ao impacto do Covid-19. A descida em um nível, colocou a avaliação ao país, a apenas um degrau de investimento especulativo, mas também o deixou com uma notação abaixo daquela que atribui a Portugal.

A agência de notação financeira cortou o rating de Itália para BBB-, abaixo do anterior nível de BBB. O outlook ficou em “estável”, na terça-feira ao final do dia. “O downgrade reflete o significativo impacto da pandemia global de Covid-19 na economia de Itália e na posição orçamental soberana”, explicou a agência de rating que projeta uma contração de 8% no PIB italiano em 2020.

Os juros da dívida portuguesa a dez anos sobem apenas quase um ponto base, fixando-se nos 0,988%. Mantém-se assim abaixo da fasquia psicológica de 1%.

(Notícia atualizada às 10h05)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juros italianos agravam após corte de rating da Fitch. Taxa a dez anos em Portugal mantém-se abaixo de 1%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião