Casos de Covid-19 sobem 1,22%. Portugal ultrapassa as mil mortes

As autoridades de saúde identificaram 306 novos casos de infeção pelo novo coronavírus no país, que contabiliza 25.351 casos. Morreram 18 pessoas devido ao Covid-19 no último dia.

Portugal registou 306 novos casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. É uma subida de 1,22% face ao dia anterior, com o total de pessoas infetadas a aumentar para 25.351. Morreram mais 18 pessoas devido ao Covid-19, elevando para 1.007 o número total de vítimas mortais, de acordo com o último balanço oficial da Direção-Geral de Saúde (DGS).

Portugal supera assim a fasquia das mil vítimas mortais, mas num período de desaceleração dos novos casos de contágio. Os dados revelados esta sexta-feira mostram ainda que 1.647 pessoas já recuperaram do Covid-19 em Portugal.

Segundo adiantou a ministra da Saúde durante a conferência de imprensa de apresentação do relatório diário da Direção-Geral de Saúde, a “taxa de letalidade se situa nos 4% e que se situa nos 14,2% nas pessoas com mais de 70 anos“.

Os internamentos hospitalares também mantiveram a tendência de queda. De acordo com a DGS, há agora 892 pessoas internadas, menos 76 do que no dia anterior. Também o número de internamentos em unidades de cuidados intensivos cai, existindo atualmente 154 pessoas nesta situação, menos 18 face há 24 horas.

“Gostava de frisar que continuamos a ter 86% dos nossos casos confirmados em casa e 3,5% internados, o que significa que temos 2,9% de casos internados em cuidados gerais hospitalares e 0,6% em unidades de casos intensivos”, disse Marta Temido a propósito da situação atual.

O Norte, que tem sido a região mais castigada desde o início da crise de saúde pública, contabiliza 15.231 casos confirmados e 578 mortes, cerca de 60% dos números verificados para todo o país. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo e a região Centro.

Desde 1 de janeiro, as autoridades de saúde já registaram 251.268 casos suspeitos de Covid-19, sendo que 222.090 casos não se confirmaram. Um total de 3.828 pessoas aguardam resultados laboratoriais e 29.756 pessoas estão sob vigilância das autoridades de saúde, por terem estado em contacto com pessoas infetadas.

“evitar medida desproporcionais e excessivas”

Relativamente ao início do desconfinamento que arranca no início da próxima semana, não é altura para baixar armas. “Vamos continuar a adotar medidas para controlar a propagação do vírus”, assumiu Marta Temido, acrescentando que “continuaremos a concentrar a nossa ação em lugares de mais elevado risco”. Neste campo, o objetivo, garante, é “evitar medida desproporcionais e excessivas”.

Relativamente a medidas concretas para fazer face a esta nova realidade, a governante explica que estas estão a ser trabalhadas com os setores que retomam atividade já a partir de segunda-feira.

Questionada sobre aquelas que são as garantias de que não irão faltar máscaras, Marta Temido diz que o Governo tem “feito todos os esforços […] no sentido de disponibilizar essas máscaras”, acrescentando que a “expectativa é de manter o abastecimento” de forma a evitar evitar eventuais falhas de disponibilização”.

Marta Temido, diz ainda que o governo e as autoridades de saúde estão ainda a trabalhar na definição dos critérios para a disponibilização dos testes rápidos. “No ministério da Saúde temos estado, em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e o Infarmed, a trabalhar nestas matérias e nos critérios para distribuição de testes rápidos [diagnóstico em cerca de 50 minutos], que no contexto de retoma de atividade assistencial não covid e da sua intensificação, são particularmente relevantes”, afirmou Marta Temido.

(Notícia atualizada às 14h25)

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