Ministros da UE querem coordenação europeia para apps de rastreamento

  • Lusa
  • 5 Maio 2020

Os ministros das Telecomunicações da União Europeia consideram que "o setor digital desempenha um papel fundamental no combate à pandemia".

Os ministros das Telecomunicações da União Europeia (UE) defenderam esta terça-feira uma “abordagem coordenada” a nível comunitário relativamente às aplicações móveis de rastreamento para tentar conter a covid-19, apontando a utilidade destas ‘apps’ para a “flexibilização gradual das medidas”.

Reunidos por videoconferência, os ministros europeus das Telecomunicações “debateram a utilização de aplicações móveis e de dados de mobilidade para combater a crise da covid-19”, tendo “salientado a necessidade de uma abordagem coordenada a nível da UE”, bem como “a importância das aplicações […] para a flexibilização gradual das medidas”, de acordo com um comunicado divulgado no final do encontro.

Naquela que foi a sua primeira reunião desde o início da crise relacionada com a covid-19 na Europa, estes governantes europeus sublinharam ainda que “o setor digital desempenha um papel fundamental no combate à pandemia e desempenhará certamente um papel igualmente importante na recuperação”, segundo uma nota de imprensa do Conselho da UE.

Presente no encontro, o comissário europeu responsável pelo Mercado Interno, Thierry Breton, observa em comunicado que estas aplicações móveis “permitirão à UE ser alertada para um possível contágio de forma segura e protegida, onde quer que se encontrem na União, e quaisquer que sejam os dispositivos que estejam a utilizar”.

Em meados de abril, a Comissão Europeia defendeu que a utilização de dados de geolocalização em aplicações móveis de rastreamento para tentar conter a pandemia covid-19 “viola” as regras comunitárias, aconselhando antes o recurso às redes Bluetooth.

Em causa está a ‘caixa de ferramentas’ divulgada pelo executivo comunitário, numa altura em que surgem, em vários Estados-membros da UE, aplicações móveis para rastreamento de dados pessoais anonimizados, que visam ajudar a conter a evolução da pandemia e promover o distanciamento social, tanto através de iniciativas nacionais como a nível pan-europeu.

O Bluetooth é uma solução tecnológica que salvaguarda a privacidade, visto que permite a conexão e a troca de informações entre dispositivos (telemóveis, computadores, câmaras digitais, entre outros) através de uma frequência de rádio de curta distância que é mais segura do que, por exemplo, os serviços de geolocalização. Ao contrário destes últimos, o Bluetooth não permite detetar a localização exata das pessoas.

Porém, poderia de igual forma ser utilizado para determinar padrões de mobilidade e interações sociais, permitindo, através da recolha de dados anonimizados, alertar as pessoas próximas de doentes, visando que sejam testadas ou isoladas.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 251 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministros da UE querem coordenação europeia para apps de rastreamento

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião