Mapfre averba recuo de 4% nos prémios em Espanha e Portugal no 1ºT

  • ECO Seguros
  • 6 Maio 2020

O “impacto da covid-19 foi limitado” nas contas do trimestre. A região ibérica (Espanha e Portugal), mantém-se “motor de crescimento do grupo”. Catástrofes ditam queda de 32% no lucro do 1º trimestre.

A instituição revela que o valor dos prémios angariados no mercado ibérico diminuiu 4,4% (um declínio inferior aos 6,8% de quebra que a entidade aponta ter acontecido no mercado espanhol), somando 2 415 milhões de euros nos primeiros três meses de 2020 (1ºT).

Os danos da tempestade “Gloria”, que varreu partes da Península Ibérica, tiveram impacto no resultado trimestral da região: os ganhos diminuíram 13,7%, para os 103 milhões de euros, mas o rácio combinado melhorou 3,9 pontos percentuais (pp), para se situar nos 96,5%. Nas restantes regiões, a angariação de prémios de seguros retraiu em todas as geografias, nomeadamente Brasil, América Latina (norte e sul) e Eurásia. No entanto, a rentabilidade técnica manteve-se em níveis considerados positivos.

Globalmente, o balanço trimestral do grupo segurador mostra um declínio de 32% no lucro, refletindo o impacto de catástrofes naturais (sismo em Porto de Rico e a tempestade Glória). O trimestre encerrou com receitas consolidadas superiores a 7,3 mil milhões de euros, em recuo de aproximadamente 5%, em linha com variação homóloga observada no decréscimo da receita em prémios, a qual se situou em redor de 6,1 mil milhões (seguro e resseguro).

Separando as áreas de negócio (seguros; riscos globais e assistência), a unidade de seguros – negócio nuclear do grupo Mapfre – cresceu 10%, produzindo um resultado positivo de 197 milhões de euros, salienta a seguradora que teve origem no mutualismo agrícola.

Somando a regiões onde a Mapfre está presente, a unidade de seguros consolidou 5 092 milhões de euros em prémios, evidenciando declínio de 5,2%, face a igual trimestre de 2019. O rácio combinado da companhia subiu 4,1 pp até aos 100%, mas aplicando o indicador de rentabilidade técnica à unidade de seguros, a instituição indica 97,2%, com agravamento inferior a um ponto percentual.

Nos riscos globais, a unidade de resseguros registou um decréscimo de 18% em prémios, totalizando 1 064 milhões de euros, com o resultado negativo de 22 milhões de euros a refletir, sobretudo, o impacto do sismo que abalou Porto Rico.

Apesar da severidade dos eventos naturais, o resultado líquido (preliminar) do grupo ascende a 127 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020, evidenciando um declínio de 32% face a igual período de 2019. A companhia espanhola indica que foi penalizada pelos efeitos do sismo em Porto Rico, catástrofe que pesou mais de 50 milhões de euros nas contas do trimestre, e ainda pelos danos da tempestade “Gloria”, em Espanha, representando encargos de 14 milhões.

Excluindo o impacto dos eventos catastróficos (e depreciações cambiais de outras moedas face ao euro), o resultado líquido teria sido de 190 milhões, com crescimento de 3%, nota o comunicado da instituição espanhola submetido ao regulador espanhol do mercado financeiro (CNMV).

Os números trimestrais definitivos serão validados na reunião geral de acionistas (AG) agendada para 18 de maio. Entretanto, abordando o contexto de pandemia, o comunicado da Mapfre refere que, “apesar de o confinamento ter reduzido a contratação de novos seguros,” a crise sanitária e económica (na Europa e na América) ocorreu principalmente em abril, pelo que o impacto nas contas do trimestre “será limitado”, afirma a companhia.

Contudo, a instituição espera “um aumento de sinistros nos ramos diretamente relacionados com a doença [covid-19], como sejam saúde, morte e vida. A quebra da atividade económica e o confinamento resultarão numa redução dos sinistros no ramo automóvel e nos seguros gerais a curto prazo e, a médio e longo prazo, numa redução das receitas em prémios”, complementa a comunicação da Mapfre.

Recordando que o rácio Solvência II se situava em 187% no termo de 2019, a companhia presidida por António Huertas afirma que a flexibilidade financeira do grupo (solvência e liquidez) garantem resiliência necessária para lidar com a situação atual.

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