Pandemia atrasa anúncios de imóveis com rendas acessíveis nos sites das imobiliárias

O Governo apontava para março a publicação das casas inscritas no Programa de Arrendamento Acessível nos sites das imobiliárias, mas o coronavírus veio atrasar todo o processo.

Três meses depois de assinada a parceria entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e várias plataformas imobiliárias para a publicação de imóveis com rendas acessíveis nos respetivos sites, ainda nada foi posto em prática. Embora algumas destas empresas se digam preparadas para o fazer, o Governo atribui este atraso à atual pandemia provocada pelo coronavírus.

A 4 de fevereiro, dia em que o protocolo foi assinado com empresas com mais de uma dezena de plataformas — entre as quais a Remax, Century 21, Era, Imovirtual e Olx –, a secretária de Estado da Habitação estimava que, dentro de um mês, os imóveis inscritos no Programa de Arrendamento Acessível (PAA) passariam a estar disponíveis num separador nos respetivos sites destas plataformas.

Contudo, três meses se passaram e, até agora, nada está operacional. O Ministério das Infraestruturas e Habitação confirma este atraso e justifica-o com a atual crise. “Os trabalhos estão a prosseguir, embora tenham tido alguma delonga motivada pelo atual estado de emergência que colocou desafios e limitações à celeridade e capacidade de resposta por parte das diversas entidades envolvidas”, disse ao ECO fonte oficial do ministério liderado por Pedro Nuno Santos.

Mas algumas destas imobiliárias e portais contactados pelo ECO explicaram que estão preparados para avançar com o processo e que tinham mesmo reuniões agendadas com o Governo, que acabaram por ser adiadas devido a esta crise, deixando a bola do lado do Executivo. O ECO questionou ainda o Ministério das Infraestruturas quanto a uma estimativa para os imóveis ficarem disponíveis nestas plataformas, mas não obteve resposta.

O compromisso entre o IHRU e 15 plataformas e agentes imobiliários foi assinado com o objetivo de “que as pessoas saibam” que o PAA “existe e de informar os portugueses das alternativas que têm para rentabilizar os seus imóveis e investimentos“, disse a secretária de Estado da Habitação, na altura.

O PAA começou a funcionar em julho do ano passado e prevê que privados inscrevam os seus imóveis para arrendar com preços 20% abaixo dos valores de mercado. Em troca recebem benefícios fiscais. Contudo, desde que foi lançado, o programa tem captado pouco interesse de proprietários. Os dados mais recentes, referentes a janeiro, dão conta de 117 contratos assinados, 6.315 candidaturas e apenas 392 imóveis inscritos.

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