Governo proíbe festivais de verão até 30 de setembro

Foi aprovada a proibição da realização de festivais de música até ao final de setembro. Mas, quem já tinha bilhete comprado, vai ter direito a um vale no mesmo valor.

Foi aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros a proibição de realizar festivais de música até final de setembro. Contudo, para os festivaleiros que já tinham bilhete comprado, está prevista a emissão de um vale no mesmo valor.

“Impõe-se a proibição de realização de festivais de música, até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais de música que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados, em virtude da pandemia”, lê-se no comunicado.

Mas, para os espetáculos e festivais de música que se iriam realizar entre 28 de fevereiro e 30 de setembro de 2020, “e que não sejam realizados por facto imputável ao surto da pandemia”, está prevista a “emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago”.

Mais tarde, o Governo acabou por fazer uma alteração ao comunicado, introduzindo uma nova formulação. Substituiu “festivais de música” por “festivais e espetáculos de natureza análoga”, deixando, assim, em aberto, que tipos de eventos estão abrangidos por esta proibição. Isto depois de o PCP, citado pelo Diário de Notícias, ter emitido um comunicado a afirmar que “a Festa do Avante! não é um simples festival de música”, mas sim uma “grande realização político-cultural que se realiza desde 1976, muitos anos antes da existência daquele tipo de festivais”.

São vários os festivais que estavam marcados para este verão e que foram sendo adiados devido a este surto do coronavírus, como o Rock In Rio, que ia decorrer a 19 de junho no Parque da Belavista, em Lisboa, já tinha sido remarcado para os dias 20, 26 e 27 de junho de 2021. O Nos Primavera Sound, no Porto, que estava marcado para que os dias 11, 12 e 13 de junho, também já tinha sido adiado para os dias 3, 4 e 5 de setembro. Mas, com esta decisão do Conselho de Ministros, deverá ser novamente adiado, visto que até 30 de setembro é proibido qualquer espetáculo ou festival.

Esta quinta-feira, foi a vez de o Meo Marés Vivas, que se realiza em Vila Nova de Gaia, anunciar um adiamento. “Após conversas e reuniões com o Governo fomos entendendo que este era um assunto sem volta para 2020. Assim (…), a 14.ª edição do Meo Marés Vivas será adiada para o ano de 2021, de 16 a 18 de julho”, disse a organização, em comunicado, referindo que os bilhetes vão “manter os mesmos valores” e que “darão informações sobre a troca de bilhetes nos próximos dias”.

Outro dos festivais mais concorridos do país é o Nos Alive, em Algés, que estava marcado para entre 8 e 11 de julho, tendo a organização remetido uma decisão para depois do fim do estado de emergência. Contudo, esta quarta-feira, o presidente da Câmara de Oeiras afirmou, durante uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, citado pela Renascença, que “é mais ou menos sabido que o Alive não se vai realizar este ano”. Resta agora esperar para saber se haverá uma nova data este ano ou se os festivaleiros terão de esperar pelo próximo verão.

Esta decisão do Governo não é exclusiva de Portugal. Já vários países da Europa tomaram medidas neste sentido, levando ao cancelamento de grandes festivais de verão europeus como o Glastonbury, Roskilde, Tomorrowland, Montreux e Womad.

(Notícia atualizada às 18h43 com alteração ao comunicado)

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