Mais saudáveis e digitais. Pandemia está a alterar os hábitos de consumo

A pandemia de Covid-19 está a alterar o comportamento do consumidor e a acelerar a transformação digital a nível mundial, revela estudo da Accenture.

O Covid-19 veio alterar o comportamento dos consumidores e provocar mudanças estruturais, tanto a nível pessoal como a nível do consumo. Com o mundo confinado os consumidores optaram por compras online, escolhas mais sustentáveis, não só ao nível da alimentação mas também do exercício físico, revela o novo estudo da Accenture.

“A escala de mudanças identificadas no nosso estudo sugere claramente que se trata de uma mudança a longo prazo. Conseguimos comprimir, numa questão de semanas, mudanças que provavelmente levariam anos. O novo comportamento e consumo do consumidor deverá durar mais do que a pandemia, estendendo-se muito além de 18 meses e possivelmente durante grande parte da década atual”, explica Oliver Wright, accenture consumer goods & services global lead.

Com os ginásios fechados, seis em cada dez consumidores afirma que com esta pandemia começaram a praticar mais exercício físico em casa e mais de metade dos entrevistados (57%) assume que está a praticar mais desporto. Já 60% dos entrevistados assumem gastar mais tempo nos cuidados pessoais e no bem-estar mental.

Com a implementação de medidas de higienização mais apertadas, os inquiridos admitem comprar mais produtos de higiene pessoal e de limpeza, assim como alimentos enlatados e frescos em relação há duas semanas. E com muitas das lojas fechadas, destaca-se também o facto de comprarem menos artigos de moda, beleza e aparelhos eletrónicos.

64% dos consumidores indicaram que estão mais preocupados com o desperdício alimentar e que, eventualmente, continuarão a ter esse cuidado daqui para frente.

Para além do desperdício alimentar, as pessoas estão preocupadas com aquilo que comem e 50% dos consumidores afirmaram comprar alimentos com maior consciência da sua saúde e que irão continuar a fazê-lo, sendo que 45% dos consumidores indicaram ainda que fazem compras mais sustentáveis e que irão manter esse cuidado no futuro.

Pandemia está acelerar a transformação digital

Com o país em confinamento os inquiridos admitem recorrer mais ao consumo online, sobretudo na área da alimentação. Segundo o estudo, o número de consumidores que indicaram estar interessados em comprar ou aumentar o uso que fazem de tecnologia aumentou substancialmente: um em cada cinco entrevistados indicou que as compras mais recentes foram realizados online.

“Os resultados do nosso estudo revelam como as pessoas que não se sentiam tão à vontade com o e-commerce e outras tecnologias digitais foram pressionadas a superar as suas hesitações — e essa mudança é enorme. As organizações que agora se adaptam, têm que ter como palavras de ordem: confiança, relevância e conveniência”, destaca Jill Standish, global retail lead da Accenture.

Mais da metade dos entrevistados afirmou que, provavelmente, aumentará o uso de assistentes virtuais ativados por voz, aplicações de partilha de recomendações, aplicações self-service, dispositivos domésticos inteligentes e wearables.

Para Oliver Wright esta transformação digital vai contribuir para um planeta mais verde. “A pandemia poderá fomentar uma era de consumo mais sustentável e saudável nos próximos dez anos, fazendo com que os consumidores sejam mais conscientes nas compras que fazem, bem como na utilização do seu tempo no que se refere a questões globais de sustentabilidade — sugerindo uma utilização humana mais saudável do planeta”.

A informação para este barómetro foi recolhida entre 2 e 6 de abril, junto de uma amostra com mais de três mil consumidores em quinze países, nos cinco continentes.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mais saudáveis e digitais. Pandemia está a alterar os hábitos de consumo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião