BdP dá mais um ano aos grandes bancos para cumprirem reservas de capital

Maiores bancos nacionais têm de reforçar de forma gradual as reservas de fundos próprios. Agora terão mais um ano para cumprir exigências. Supervisor dá nova folga em tempos de pandemia.

O Banco de Portugal deu nova folga à banca em tempos de pandemia. O supervisor decidiu adiar por mais um ano o período de implementação gradual da reserva de fundos próprios para os maiores bancos nacionais.

Por causa da sua importância sistémica, os seis maiores bancos em Portugal têm requisitos de capital mais exigentes do que instituições financeiras mais pequenas. Com isto, pretende-se aumentar a resiliência do sistema financeiro como um todo, com cada banco a reforçar a sua capacidade para absorver potenciais perdas.

Agora, com a decisão anunciada esta sexta-feira pelo supervisor liderado por Carlos Costa, Caixa Geral de Depósitos, BCP, Santander, Novo Banco, BPI e Banco Montepio ficam com mais um ano para cumprirem estas exigências, que são diferentes para cada um deles, variando em função da sua dimensão.

“O cumprimento da percentagem de reserva de O-SII (Outras Instituições com Importância Sistémica) que estes grupos bancários teriam de deter a 1 de janeiro de 2021 foi adiado para 1 de janeiro de 2022”, esclarece o supervisor.

No caso do BCP, o final do período de implementação gradual da reserva de O-SII transita de 1 de janeiro de 2022 para 1 de janeiro de 2023, depois de o banco liderado por Miguel Maya ter visto o Banco de Portugal aumentar-lhe em novembro a exigência em 0,25 pontos percentuais.

O Banco de Portugal refere em comunicado que o Banco Central Europeu não se opôs a esta decisão.

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