Ceiia desenvolve capacete para proteger cirurgiões e dentistas em ambientes contaminados

O Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel está a desenvolver um capacete para cirurgiões e dentistas que permite operar em ambientes contaminados por Covid-19.

O Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (Ceiia) está a desenvolver um capacete que permite a cirurgiões e a médicos dentistas trabalharem em ambientes de contaminação. Está previsto que o capacete chegue ao mercado antes do final do ano.

Isto é um capacete para proteger os cirurgiões quando estão a operar alguém contaminado com Covid-19. Isto implica que seja um capacete leve, que tenha ventilação, informação, realidade aumentada, vídeo, um conjunto de ferramentas com um elevado nível de sofisticação”, revela ao ECO, José Rui Felizardo, CEO do Ceiia.

O CEO do Ceiia adianta ainda que posteriormente será criada uma nova versão para dentistas. “O uso deste tipo de material de proteção é crítico para estes setores”.

Este capacete que o Ceiia está a desenvolver foi solicitado por um médico ortopedista do Hospital de São João, no Porto. “Estes têm algum equipamento, mas é muito pesado, e quando se trata de uma operação que demore quatro ou cinco horas, é complicado. Não é só estar a operar. É conseguir ter toda a informação disponível que um médico necessita”, evidencia José Rui Felizardo.

O protótipo funcional estará pronto dentro de dois meses e o protótipo de estilo está previsto estar concluído em seis meses. O CEO explica que o protótipo de estilo significa todos os componentes e funcionalidades que o capacete vai ter, “mas não é suscetível de ser usado em ambiente de operação. Já o protótipo funcional pode ser usado em contexto de operações, ou seja, vai ser testado nesse sentido”, conta com orgulho, José Rui Felizardo.

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