Estacionamento pago, reabertura de museus e serviços. Este é o plano de desconfinamento de Lisboa

O tiro de partida para o desconfinamento nas ruas da capital começou esta semana com a recolha do "lixo volumoso". Mas as verdadeiras medidas chegam a 11 de maio.

É uma questão de dias até a Câmara de Lisboa (CML) começar a implementar as primeiras medidas de desconfinamento mas, até lá, já tudo está pensado e pronto para ser posto em prática. As primeiras mudanças arrancam a 11 de maio, com a abertura dos serviços presenciais da autarquia, mas também com o regresso da cobrança no estacionamento. Seguir-se-á a abertura de espaços públicos, museus e bibliotecas.

Abertura de serviços municipais

O verdadeiro tiro de partida foi dado esta quarta-feira, 6 de maio, com o regresso da recolha do “lixo volumoso” e do reforço da desinfeção e higienização de todos os equipamentos de espaço público nas áreas envolventes às escolas que irão abrir no próximo 18 de maio.

As restantes medidas de desconfinamento arrancam a 11 de maio, com a abertura dos serviços de atendimento presencial nas Lojas Lisboa (Entrecampos, Marvila, Alcântara e Baixa), mediante agendamento prévio. Mas terão de ser cumpridas regras como a distância social de segurança, o reforço da desinfeção e higienizacão e a utilização obrigatória de máscaras. Contudo, a autarquia ressalva que o atendimento municipal deverá ser feito preferencialmente através das plataformas online e da linha telefónica.

EMEL volta a cobra estacionamento

Também a partir de 11 de maio vai regressar uma medida que mexe com a vida dos automobilistas. A “reposição da fiscalização do pagamento na via pública pela EMEL”, bem como a manutenção do estacionamento gratuito dos dísticos de residente nos parques de estacionamento da EMEL até 30 de junho e a manutenção da extensão automática de todos os dísticos atribuídos até junho de 2020, ou até junho de 2021 para os dísticos renovados a partir de 1 de março.

Além disso, a CML vai ainda criar um “processo interno na EMEL com vista a processar com urgência pedidos de dísticos novos”, reabrir os elevadores públicos e voltar a disponibilizar o atendimento presencial da EMEL a partir de 1 de junho. Para os adeptos de bicicletas, vai ser feita a “manutenção das medidas de desinfeção das bicicletas do sistema partilhado GIRA, recomendando-se o estrito cumprimento das regras de higiene individual”.

Até dezembro, a autarquia vai ainda garantir a “gratuitidade de estacionamento para as equipas de saúde das unidades do SNS mais diretamente envolvidas no combate à pandemia”. E, para os profissionais de saúde, será criado um “serviço de resposta” para “qualquer esclarecimento que necessitem e adesão aos serviços de estacionamento”, para além da “manutenção da gratuitidade de utilização do sistema Gira”.

Reabertura de espaços verdes e museus

Para além do regresso à normalidade no dia-a-dia dos condutores, a autarquia tem já planeadas outras medidas para a população no geral. A partir de 12 de maio serão reabertos vários espaços verdes, museus e serviços públicos, tais como:

  • Abertura dos espaços verdes do Palácio Pimenta, com acesso gratuito, a partir de 12 de maio, entre as 11h e as 17h;
  • Reabertura da Estufa Fria e do Jardim da Cerca da Graça, a 18 de maio;
  • Abertura dos museus da Marioneta, Fado, Bordalo, Aljube, núcleos do Museu de Lisboa e Galerias Municipais (com exceção do Atelier Museu Júlio Pomar e da Casa Fernando Pessoa), e do Padrão dos Descobrimentos a partir de 18 de maio;
  • Abertura das Bibliotecas Municipais a partir de 18 de maio, para empréstimo, devolução e reserva de livros (a partir de 1 de junho reabrem os restantes serviços, exceto salas infantis);
  • “Por razões de obras”, abertura do Castelo de São Jorge a 1 de junho;
  • Abertura do Arquivo Municipal de Lisboa, de forma faseada e com marcação prévia, do seguinte modo: Bairro da Liberdade, Arquivo Fotográfico e Arco do Cego a 18 de maio e Videoteca a 1 de junho, e abertura do Gabinete de Estudos Olisiponenses (sala de leitura), com marcação prévia, a partir de 18 de maio;
  • Abertura da Loja Lisboa Cultura, com marcação prévia, e da Lisboa Film Commission, a partir de 1 de junho, mantendo-se, em ambos os casos, preferencialmente, o atendimento não presencial.

Manutenção do Hospital de Campanha do Estádio Universitário

Até dezembro, a CML vai garantir a “manutenção, em condições de total operacionalidade, do Hospital de Campanha do Estádio Universitário”, através da “manutenção da operação no Pavilhão 3 e da manutenção de capacidade de reativação nos Pavilhões 1 e 2 no prazo máximo de uma semana”. O objetivo é “fazer face a uma eventual segunda vaga da pandemia”.

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