Costa pede exigência aos bancos na concessão de crédito das linhas Covid-19. Estão próximas do limite

Costa disse que o Estado já concedeu garantias de cinco mil milhões de euros no âmbito das linhas de crédito Covid-19 e defendeu que a banca deve assumir um papel exigente na concessão de crédito.

O primeiro-ministro pediu esta terça-feira exigência aos bancos na concessão das linhas de crédito Covid-19, que no âmbito das quais já foram aprovadas garantias “num valor superior a cinco mil milhões de euros”, o que indicia que este instrumento para ajudar as empresas a superar os efeitos da pandemia estão próximas do limite, já que a dotação definida é de 6,2 mil milhões.

“É também importante para a retoma da economia que todos tenhamos confiança de qual é o destino do dinheiro público e da garantia do dinheiro dos contribuintes”, começou por dizer o primeiro-ministro, em declarações transmitidas pela RTP 3, após a assinatura da Declaração de compromisso sobre as condições de retoma da economia com os parceiros sociais.

Assim, o chefe de Governo assinalou que “os bancos são os veículos de transmissão desse dinheiro à economia”, mas pediu exigência na concessão das linhas crédito. “Queremos que os bancos sejam também exigentes na concessão do crédito porque o que se trata de viabilizar são empresas que são viáveis (…) e não propriamente alimentar empresas que vão custar amanhã dinheiro aos contribuintes“, alertou.

Nesse sentido, Costa pede ainda que a distribuição seja feita “com critério e transparência”, para que não aconteça que as empresas que não têm viabilidade económica sejam depois ajudadas pelos contribuintes no pagamento dos créditos. .”É bom que sejam os bancos a fazer essa avaliação e a tomar essa decisão”.

António Costa disse ainda que as medidas adotadas pelo Executivo “estão a ter efeitos no tecido económicos”, adiantando que “até hoje, já foram aprovadas garantias num valor superior a cinco mil milhões de euros”. Este valor está a “aproximar do limite máximo” dos 6,2 mil milhões de euros destinamos às empresas.

Marcelo saúda compromisso para a retoma económica

O Presidente da República saudou esta terça-feira a declaração de compromisso para a retoma económica assinada pelo Governo, confederações patronais e UGT, considerando-a um contributo para “um clima de confiança e de paz social”.

Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se com este “entendimento tripartido”, referindo que foi assinado “pelo Governo, pela confederação sindical UGT e pelas confederações empresariais CAP, CCP, CIP e CTP”.

Este entendimento tripartido é um contributo importante para promover um clima de confiança e de paz social, necessário para ultrapassarmos a atual crise de saúde pública e para enfrentarmos em conjunto e com sucesso os desafios económicos e sociais presentes e futuros”, considerou o chefe de Estado.

A assinatura deste compromisso, não subscrito pela central sindical CGTP-IN, realizou-se esta terça-feira numa cerimónia no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, e do ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira.

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