Apesar da crise, obras na Herdade da Comporta arrancam em setembro

O consórcio Vanguard Properties e Amorim Luxury vão iniciar em setembro as obras do futuro "Terras da Comporta", num investimento inicial de 30 milhões de euros.

Mesmo em tempos de, as obras na Herdade da Comporta vão arrancar. O consórcio Vanguard Properties e Amorim Luxury apontam para setembro o início das obras do futuro projeto “Terras da Comporta”.

Menos de um ano depois de se ter oficializado a venda dos ativos imobiliários do fundo Herdade da Comporta, por 157,5 milhões de euros, os novos donos vão dar o “tiro de partida” na construção daquele que é um dos projetos mais famosos do país. Para isso, o consórcio de Claude Berda e Paula Amorim contratou a empresa Tecnoplano para assessorar na fiscalização, acompanhamento das obras e processos de seleção de empreiteiros.

Herdade da comporta, futura Terras da Comporta.D.R.

Em comunicado, a Vanguard Properties refere que o contrato com a Tecnoplano tem a duração de dois anos e na primeira semana de junho serão lançados os dois concursos de empreitada. As obras relativas à conclusão das infraestruturas gerais dos dois empreendimentos e do edifício de manutenção do golfe do Dunes terão início no princípio de setembro e representam um investimento total de 30 milhões de euros.

O “Terras da Comporta” vai nascer numa área de 1.296 hectares, dentro de oito a 12 anos, e contempla dois projetos turísticos — Comporta Links e Comporta Dunes. No primeiro, em Alcácer do Sal, com 365 hectares, vão ser construídos dois hotéis, dois aparthotéis, lotes para moradias, várias unidades de aldeamento turístico e um campo de golfe. No Comporta Dunes, em Grândola, com 551 hectares de pinhal e perto da praia, vão nascer quatro hotéis, um aparthotel, vários lotes para moradias, unidades turísticas e um campo de golfe com 100 hectares.

Este negócio foi bastante complexo e demorado e foram precisos 12 anos até que a venda acontecesse. Ficou fechado por 157,5 milhões de euros e a assinatura da escritura envolveu mais de 20 advogados. Só em juristas os novos donos gastaram cerca de 1,5 milhões de euros, revelou o CEO da Vanguard Properties ao ECO.

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