Preço nas fusões e aquisições cai para mínimos de 2012

  • ECO
  • 25 Maio 2020

Incerteza relativamente aos efeitos da pandemia são a principal justificação para que os compradores não estejam disponíveis para concretizar negócios aos mesmo níveis de preço que anteriormente.

Apesar da crise pandémica, há vários negócios de fusões e aquisições que prosseguem. O preço a que são concretizados essas operações é que já não é o mesmo faço aos negócios concretizados mais recentemente. Segundo avança o Expansión (acesso livre, conteúdo em espanhol), nesta segunda-feira, o preço pago nestas operações caiu para mínimos de 2012 na Europa.

A incerteza relativamente aos efeitos da pandemia são a principal justificação para que os compradores não estejam disponíveis para concretizar negócios aos mesmos níveis de preços face ao que se passava recentemente, asseguram fontes do setor financeiro.

Essa menor disponibilidade para “abrir os cordões à bolsa” estará na base de não se terem concretizado alguns negócios. Alguns vendedores não se dispõem a receber menos, inviabilizando os negócios enquanto outros, temendo os efeitos da pandemia, aceitam concretizar operações, recebendo menos.

A combinação desses dois fatores levou a uma queda drástica no volume de fusões e aquisições no Velho Continente. A Associação de Mercados Financeiros da Europa (AFME) mediu os dados semana a semana e a sua conclusão é de que o volume das operações acordadas caiu abaixo de dois mil milhões de euros no final de março e no início de abril em comparação com a média semanal de 15.000 a 20.000 milhões nos primeiros meses do ano.

Simultaneamente, as avaliações a que foram concretizados os negócios colapsaram no primeiro trimestre. O múltiplo dos preços face ao EBITDA caiu para 8,8 vezes, o mais baixo na Europa desde o período da crise financeira. Concretamente, desde o mínimo de 8,5 vezes verificado em 2012.

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